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A nova Série 4 conta com três tipos de cabine; o Retarder é um dispositivo que ‘segura’ o caminhão em descidas e rampas; o novo motor de 12 litros tem potências de 360 hp e 420 hp O design e a modernidade chegam, enfim, aos caminhões. A Scania deixou de lado a ‘cara quadrada’ e tratou de abusar nas linhas da sua nova Série 4 de caminhões. Os detalhes que antes eram privilégio de automóveis passam agora a fazer parte dos pesos pesados. Frente em cunha, ampla área envidraçada, cantos fortemente arredondados, faróis conjugados e menores dão o toque de atualidade nos novos caminhões.
E as mudanças não param na nova estética. A Scania investiu pesado, cerca de US$ 300 milhões, em quatro anos para adaptar a fábrica de São Bernardo do Campo ao novo produto. A Série 4 foi lançada na Europa em 1995 e só agora chega à América Latina. Além da nova cabine, a Scania coloca novos motores, novos quadros de chassi e uma série de novidades para a segurança, conforto e desempenho do caminhão. Com todas essas diversificações é possível obter cerca de 20 versões diferentes de caminhões da Série 4. A linha é tecnologicamente mais avançada e leva 10% menos peças. Os veículos chegam entre 5% e 10% mais caros com os preços estimados entre R$ 70 mil e R$ 115 mil.
Ao começar pela cabine, desenvolvida em conjunto com o estúdio italiano Nuccio Bertone, a nova linha conta com três tipos: T (com capô), R (cabine avançada alta) e P (cabine avançada baixa). O desenho obtido trouxe como vantagens uma menor resistência aerodinâmica (cerca de 8% a menos que a Série 3), um melhor aproveitamento do espaço interno e a diminuição dos níveis de ruídos internos e externos. O pára-brisa está instalado de forma vertical. A idéia, apesar de não ser a melhor solução aerodinâmica, possibilitou aumentar o espaço interno da cabine. A linha de cabines possui 35% menos peças que a antiga Série 3, que deixa de ser produzida.
A Série 4 também oferece um novo chassi com desenho em forma de ‘‘V’’ na parte frontal. Esse formato possibilitou instalar o trem de força mais baixo, facilitando o acesso e deixando um espaço livre atrás da cabine.
São três tipos de motores, todos de seis cilindros em linha, 24 válvulas e cabeçotes individuais: de 9, 11 e 12 litros. O de 9 litros tem potência de 260 hp com torque máximo de 1180 Nm. Já o de 11 litros conta com duas potências disponíveis: 320 hp e 360 hp (torque máximo de 1385 Nm e 1600 Nm, respectivamente). A grande novidade da linha fica por conta do motor de 12 litros, com potências possíveis de 360 hp (torque de 1665 Nm) e de 420 hp (torque de 1950 Nm). Todos possuem injeção gerenciada eletronicamente.
Os caminhões da Série 4 foram divididos em quatro classes de uso. Na classe L estão os cavalos-mecânicos para transporte de peso bruto de até 60 toneladas, para viagens longas interestaduais ou internacionais. A classe D é própria para cargas de até 40 toneladas, em distribuição estadual e urbana. Os caminhões da classe C são destinados para operações severas em estradas ruins ou fora-de-estrada, como mineração, cana-de-açúcar e madeira. A última classe, a G, serve para transportes difíceis, como o de grãos, com capacidade de carga de peso bruto de até 80 toneladas.
Outras maravilhas tecnológicas estão embutidas na nova linha da Scania. O destaque fica por conta do ‘‘Scania Retarder’’, um equipamento que ‘segura’ o caminhão automaticamente em descidas e rampas, reduzindo em até 75% o uso dos freios. Através de uma alavanca instalada no painel, o motorista aciona, manualmente ou automaticamente, o sistema. A Série 4 tem freios ABS como item opcional.
O ‘‘Scania Alert’’ é outro sistema que a marca instalou na nova linha. Trata-se de um alarme que funciona integrado ao rádio, que emite sons irregulares em intervalos que variam entre 2 a 4 minutos, para chamar a atenção do motorista.

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