Câmbio automático cai no gosto
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de julho de 2002
Mauricio Della Barba 
Até pouco tempo o câmbio automático era um item rejeitado pela maioria dos motoristas brasileiros. Assim como o ar condicionado, a direção hidráulica e as versõs de quatro portas, os carros equipados com este tipo de equipamento passaram a ganhando espaço no mercado de forma gradativa.
Na verdade, os consumidores estão descobrindo as vantagens e economia do câmbio automático. Carros usados, equipados com a transmissão, chegam a ter uma diferença de preço de 20% a mais, se comparado a um modelo idêntico com câmbio mecânico. Além disso, o câmbio automático proporciona maior conforto na condução, principalmente no ''anda-e-pára'' do trânsito urbano, e uma economia indiscutível - tanto de combustível como no desgaste do sistema de transmissão.
O câmbio automático, também conhecido como hidramático, geralmente possui quatro velocidades para frente e uma à ré e é acionado por meio de informações eletroeletrônicas. Dispensa o pedal de embreagem e corrige as falhas humanas, reduzindo a possibilidade de quebra e se tornando a opção mais cômoda para o condutor. A primeira versão da caixa de mudança automática foi produzida em 1938 pela Oldsmobile (uma subdivisão da General Motors nos Estados Unidos).
Segundo a AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), os sistemas de câmbio devem ter a mesma durabilidade do carro e não há diferença entre a resistência das caixas manual, automática e semi-automática.
As dicas para evitar uma quebra precoce, aos 25 mil quilômetros, deve-se checar o nível de óleo do câmbio e completar se estiver abaixo do indicado. A troca do lubrificante deve ser feita a cada 100 mil quilômetros e é aconselhável a leitura do manual de instruções do veículo antes de realizar a manutenção.
Porém, é pelo ouvido que se avalia o real estado do câmbio. Ruídos ou dificuldade no engate das marchas, possivelmente são problemas e devem ser checados. Ao dirigir, é preciso evitar os trancos nas trocas de marcha e jamais apoiar o pé no pedal da embreagem, pois o peso pressiona o sistema, causando o desgaste de rolamentos e discos de embreagem.
Hoje em dia as caixas automáticas tradicionais são cada vez mais inteligentes gerindo melhor o rendimento dos motores. Um exemplo, são as caixas auto-adaptativas. O seu sistema de gestão analisa em tempo real o tipo de condução utilizado, o tipo da estrada e as condições do veiculo. Um exemplo deste sistema é a caixa usada pela Renault em vários modelos. A mesma caixa mas com leis de programação diferente é igualmente usada pela Citroen e Peugeot. Entre outras informações os sensores analisam a posição do acelerador, a velocidade instantânea e média do carro, a rotação e o regime de funcionamento do motor. Este sistema, para além de aproveitar melhor a potência proporcionam prestações boas e consumos baixos.


