Verão. Época de passeios longos, viagens, férias e descanso para todos, menos para os automóveis. Com o clima quente, aumentam as preocupações dos motoristas em relação aos problemas que as elevadas temperaturas podem causar nos carros. A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) esclarece que nem todas estas preocupações são verdadeiras.
Um dos principais receios é quanto à possibilidade do motor sofrer superaquecimento ou mesmo fundir. Segundo Paulo Lozano, diretor-técnico da AEA, os carros são desenvolvidos para que isso não aconteça. ''Os motores de explosão interna não aproveitam toda a energia gerada pela queima do combustível nos cilindros. A energia não aproveitável é removida do motor pelos gases de escape, por irradiação e, principalmente, pelo sistema de arrefecimento do motor. Caso contrário, o motor superaquece e funde'', explica Lozano.
Dessa maneira, um carro somente é colocado à venda após a aprovação em rigorosas avaliações de eficiência do sistema de arrefecimento, conhecido também como testes de ''cooling''.
Além disto, a maioria dos modelos de carros vendidos no Brasil são projetados e construídos para suportar perfeitamente temperaturas mais elevadas em vários tipos de ambiente. ''Contudo, não podemos definir que todos os carros suportariam o calor, já que não conseguimos afirmar se os modelos importados, especialmente os provenientes de importação independente, foram testados e atendem aos requisitos de arrefecimento necessário em nosso meio ambiente. Apesar disso, se o carro é novo ou bem-cuidado não há o que temer'', informa o diretor.
Entre os cuidados que devem ser tomados está a inspeção dos itens do sistema de arrefecimento como bomba d'água, mangueiras, radiador, líquido refrigerante, reservatório e tampa de pressão, válvula termostática, ventilador e motor.

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