Calibragem correta confere durabilidade aos pneus
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de dezembro de 2012
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
Um ato simples praticado com frequência por motoristas em postos de combustíveis e borracharias, muitas vezes sem do devido cuidado, a calibragem dos pneus pode influenciar no comportamento do veículo e afetar diretamente a segurança de seus ocupantes.
O encarregado de oficina Carlos Melaré explica que se a calibragem ficar tanto abaixo quanto acima do recomendado, a estabilidade do veículo será comprometida. Outro problema comum é o desgaste irregular dos pneus - a vida útil, em média, é de 25 mil a 30 mil quilômetros e pode cair pela metade.
Existem ainda danos específicos, provocados por determinados tipos de calibragens. A calibragem alta pode prejudicar a durabilidade dos amortecedores, já a baixa aumenta o consumo de combustível. Por isso, Melaré aconselha os motoristas a checarem o manual do veículo antes de executar o serviço. ''A calibragem ideal varia para pneus dianteiros e traseiros e também de acordo com a presença de carga. Consultar o manual do veículo é fundamental para fazer tudo certo'', diz.
A calibração de pneus em carros convencionais gira em torno de 30 e 32 libras. Visando economizar combustível, alguns motoristas sempre usam uma calibragem um pouco mais alta do que a recomendada. Essa prática, no entanto, não é vista com bons olhos pelo mecânico. ''Como uma calibragem baixa consome mais combustível, muitos acham que usando uma frequência um pouco alta vão conseguir bom rendimento, mas a economia é pouca e se coloca em risco outras peças do veículo'', alerta.
Para garantir um bom serviço, Melaré afirma ser necessário criar o hábito de calibrar os pneus pelo menos uma vez por semana. Ele acrescenta que os pneus necessariamente devem estar frios. Caso o jogo esteja aquecido - tendo percorrido uma distância maior que três a cinco quilômetros - o calibrador pode registrar pressão equivocada. ''Com o pneu aquecido há uma variação de pressão natural e isso pode interferir no que marca o calibrador'', explica.
Mas apenas observar o que está disposto no manual do veículo nem sempre resolverá o problema. O mecânico lembra que por uma questão de economia, muitos proprietários de automóveis optam por utilizar um jogo de pneus comprado no mercado de reposição, o famoso pneu de segunda linha. Nesses casos, é importante buscar o auxílio de um profissional. ''Normalmente esses pneus mais baratos vão exigir uma calibragem mais alta, por isso é bom contar com o auxílio de um especialista'', opina.
Para garantir o bom rendimento dos pneus, a última dica de Melaré é lembrar sempre de fazer o alinhamento e o balanceamento do jogo pelo menos a cada 5 mil quilômetros rodados.


