Os importadores de carros que não têm fábricas no Brasil já admitem rever a meta para este ano, em razão da queda da demanda ocasionada pela alta de juros. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos (Abeiva) anunciou quarta-feira a possibilidade de o total de veículos importados pelas marcas que representa chegar a apenas 65 mil no ano, caso persista a estagnação do mercado. A previsão feita até o mês passado indicava mercado suficiente para a venda de 70 mil veículos.
Até setembro essas marcas acumularam a venda de 47.463 unidades. Nos primeiros oito meses do ano, o ritmo era de crescimento, mesmo com a queda no mercado dos modelos nacionais. Mas, em setembro, a venda de carros importados de marcas que não têm fábricas no Brasil caiu 11,9% na comparação com o mês anterior.
O total de 5.532 veículos distribuídos aos revendedores - 749 menos do que em agosto - refletiu a alta dos juros. De qualquer forma, como as marcas nacionais registraram queda maior, de 24,4%, a participação das marcas sem fábricas no mercado aumentou de 3,2% para 4,3%.
Segundo a Abeiva, a retração de setembro também refletiu a demora na regulamentação do sistema de cotas, que permite aos importadores trazer veículos, dentro de um limite, pagando metade da alíquota do Imposto de Importação. A cota soma 50 mil veículos a cada 12 meses para todas as marcas que não se inscreveram no regime automotivo.

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