A Fiat apresentou essa semana também o Brava 2002, que, apesar de já ter a sua morte decretada na Europa, onde será substituído pelo Stilo dentro de poucos anos, o Fiat Brava está ganhando uma sobrevida no Brasil. O motor 1.6 16V do modelo 2002 ELX, segundo a empresa, tem agora mais torque máximo (a 1.500 rpm tem 82% de sua força máxima) e é mais econômico.
De fato o carro ganhou mesmo em desempenho, o que não era um dos seus principais atributos. Num trecho de pouco mais de 30 quilômetros, a reportagem da Folha comprovou que o veículo está mais veloz. Já na arrancada é possível perceber a força do motor, que se transmite em segurança a mais também nas ultrapassagens.
O motor agora é o 1.6 16V Corsa Lunga, com curso de pistões aumentado e diâmetro dos cilindros reduzidos. Essa evolução elevou a cilindrada do motor de 1.580 cm para 1.596 cm e ocasionou uma série de ganhos, de acordo com a empresa.
O torque máximo agora é de 15,4 kgm a 4.500 rpm (antes era 15,1 kgm a 4.500 rpm). A 1.500 rpm o motor produz um torque de quase 13,0 kgm. Isto significa que o motor ficou mais ágil principalmente em baixas e médias rotações, as faixas mais utilizadas pelos motoristas. Por isso sente-se a diferença logo na arrancada.
Segundo a Fiat, o Brava 1.6 16V de 106 cv Corsa Lunga acelera de 0 a 100 km em 10,7s e chega a velocidade máxima de 186 km/h. Também segundo a empresa, o novo motor se sobressai no consumo de combustível, gastando cerca de 10% menos. Na estrada faz 15,8 km/l e na cidade, 10,6 km/l, conforme a norma NBR 7024.
O motor 1.8 16V da versão HGT - top de linha - mantém-se inalterado. Produz 132 cv de potência e torque máximo de 16,7 kgm a 4.000 rpm. Com ele, o carro atinge a velocidade máxima de 200 km/h. Esse motor é o 1.8 aspirado mais potente do mercado.
Assim como o novo Marea, o Brava 2002 também ganhou novos itens de conforto e segurança, como regulagem de altura do banco do motorista em todas as versões; faróis de neblina e rodas em liga leve agora também na versão ELX.

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