Brava é uma boa opção para os 'orfãos' do Tipo
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de setembro de 2000
Mauricio Della Barba 
Nem tão grande, nem tão pequeno. Porém, forte o bastante para deixar qualquer motorista satisfeito ao volante. Assim é o Fiat Brava HGT, o médio-compacto da Fiat produzido em Betim, que comemora em outubro um ano de vida no mercado brasileiro.
O Brava concorrente direto do VW Golf, GM Astra, Ford Escort, Citroen Xsara e Peugeot 306 é uma boa opção para os órfãos do velho Tipo. O antigo modelo da Fiat, apesar dos inúmeros problemas constatados em sua breve história no Brasil, conseguiu cativar alguns motoristas, principalmente pelo seu espaço interno, conforto e desempenho, aliado a uma ótima relação custo/benefício.
E é isto o que se pode encontrar no Brava HGT, avaliado esta semana pela Folha Carro & Cia. De visual semi-esportivo, a versão HGT diferencia-se das sua versões mais básicas pelo motor é equipado com um 1.8 16V de 132 cv contra o 1.6 16V de 106 cv das versões SX e ELX , pelos detalhes estéticos e principalmente no preço.
Enquanto os modelos iniciais do Brava custam entre R$ 29.151,00 (SX)a R$ 32.512,00 (ELX), a versão HGT sai de fábrica pelo valor de R$ 35.114,00 , podendo alcançar até R$ 41 mil, com todos os opcionais. Uma diferença grande, mas justificada pelo desempenho nas ruas.
O Brava HGT é bem mais ágil e gostoso de dirigir. Além dos 26 cv a mais de potência, o motor 1.8 tem um torque de 16,72 kgfm, contra 15,09 kgfm da 1.6. Traduzindo na prática, na hora de pisar no acelerador, o Brava HGT tem uma uma performance muito mais adequada ao seu porte. Na cidade, o motor 1.8 deu muito mais agilidade ao médio-compacto da Fiat. As respostas são mais rápidas e o carro se comporta bem no constante pára-e-anda do trânsito.
Na estrada, o motor 1.8 16V oferece melhores retomadas e mais segurança em ultrapassagens, principalmente quando o veículo está carregado. Nas curvas mais fechadas, talvez pela suspensão um pouco macia demais, a estabilidade do carro não é das melhores.
De acordo com os números divulgados pela Fiat, o Brava HGT acelera de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e atinge a velocidade final de 200 km/h.
Além do motor, outra virttude do Brava é o seu design. Belo e agressivo, o carro traz muito charme e modernidade, com especial destaque para a traseira, marcada por exclusivas e elegantes lanternas de três gomos, ressaltadas na carroceria. Esteticamente, a versão HGT traz diferenças na grade dianteira (na cor cinza), pára-brisa dégradé, rodas esportivas de liga leve e de aro 15, faróis e lanternas de neblina e um discreto aerofólio na tampa traseira.
Mas é por dentro que o consumidor vai sentir a grande diferença do Brava e dos rivais. Há espaço e conforto suficiente para todos os passageiros, inclusive para os que vão sentados atrás. O painel, de visualização fácil e agradável, é bem acabado e atual. Ponto positivo para o rádio-CD Player embutido com visor destacado no painel, que evita furtos e é equipamento de série no Brava.
Outros itens de série são a forração dos bancos de alto padrão, ar-condicionado com regulagem de temperatura, imobilizador eletrônico, acionamento elétrico dos vidros dianteiros, trava elétrica, cintos de segurança com pré-tensionadores, faróis de neblina e retrovisores com regulagem elétrica.
Um dos pontos desfavoráveis no modelo médio-compacto da Fiat é a visão traseira. A inclinação e o tamanho do vidro de trás dificultam as manobras de estacionamento, principalmente na marcha a ré.


