Brasileiros ainda preferem carros hatch
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sábado, 29 de setembro de 2012
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local 
Hatch, sedã, SUV, minivan. São tantas as nomenclaturas dadas aos veículos que fica até difícil definir qual versão é a melhor quando se está prestes a comprar um carro novo. Mas, como optar pela melhor carroceria?
O analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi-Brasil) Alessandro Rubio diz que primeiramente é preciso entender que as segmentações existem para atender grupos diferenciados. Ele exemplifica que os modelos hatch são voltados para um público mais jovem, geralmente solteiros, e que não precisam transportar muita bagagem.
Já a vesão sedã é produzida pensando em famílias que dependem de espaço no porta-malas. As picapes são consideradas veículos utilitários voltados para quem precisa levar um maior volume de carga além de passageiros. ''A diferenciação por categoria existe mais para atender um tipo específico de público mais do que qualquer outra coisa'', reforça.
Rubio argumenta que essas classificações influenciam ainda no design e no preço dos automóveis. Segundo ele, no Brasil, quanto maior o veículo, mais alto é o seu valor de mercado. ''Um veículo de mesma motorização e mesmo acabamento em versão hatch é mais barato do que seu similar em versão sedã devido ao seu tamanho'', aponta.
Outro fator de diferenciação entre os veículos são os itens opcionais oferecidos pelas montadoras. ''Na maioria das vezes itens de segurança e conforto que talvez em um hatch seriam opcionais, nos veículos maiores passam a ser de série'', ressalta.
Ele afirma ainda que as versões mais vendidas hoje no País são o hatch e o sedã, pelo valor e praticidade. ''Esses podem não ser os carros dos sonhos de todo mundo, mas são os que mais se enquadram com as finanças da maioria'', opina.
Rubio dá dicas para quem quer atender prioridades e ao mesmo tempo economizar na aquisição de um carro novo. Ele aconselha o motorista a considerar qual a sua real necessidade antes de decidir a compra. ''Todo consumidor precisa avaliar qual o tipo de carro que se enquadra ao seu perfil e aquilo que está buscando. Se tem família, não adianta comprar um hatch, é melhor partir para um sedã ou uma minivan'', avalia.
Presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti afirma que embora os veículos sedã e hatch dominem o mercado automobilístico brasileiro, essa realidade deve mudar nos próximos anos. ''Embora não tenha números precisos acredito que juntos esses carros cheguem a 80% do mercado'', opina. ''Com o aumento do poder aquisitivo da população é natural que exista uma busca maior por carros mais completos e espaçosos, por isso sentimos um crescimento dos SUVs'', completa.
Assim como o técnico do Cesvi, Meneghetti aconselha o consumidor a avaliar as suas reais necessidades antes de fechar um negócio. ''Há opções no mercado e o consumidor tem que avaliar qual sua condição financeira e o perfil da família para que compre um automóvel que venha a atender suas necessidades.''



