A indústria automobilística nacional poderá começar a fabricar até o fim do ano carros com motores ‘‘flexíveis’’. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, Henry Joseph Júnior. Segundo ele, trata-se de uma tecnologia que permitirá aos veículos serem abastecidos com diferentes tipos de combustível, ou seja, gasolina, álcool ou uma mistura dos dois.
Henry acrescentou que as montadoras brasileiras já conhecem o mecanismo a ser adotado e estão estudando as vantagens da implantação no novo sistema. ‘‘Na verdade, as montadoras estão com uma certa dúvida de que, num País como o Brasil, onde já existem as duas tecnologias no mercado, se um sistema como esse faz falta’’, disse.
‘‘Nos Estados Unidos, essa tecnologia foi introduzida muito mais objetivando dar ao consumidor a liberdade de poder andar com o veículo e abastecê-lo com gasolina quando não encontrar o álcool’’. O diretor da Anfavea afirmou que os veículos híbridos seriam uma alternativa para incentivar o consumo do álcool no Brasil.
A Toyota produz no Japão o Prius, o primeiro carro híbrido - que tem motor elétrico e à gasolina - a ser comercialmente viável no mundo. O carro é capaz de fazer 30 km/l de combustível e emite 30% menos gases poluidores que um automóvel comum. O Prius é um dos automóveis que teria chances de ser produzido no País. Seu maior problema seria o preço. No Japão e Estados Unidos, o sedã é vendido a US$ 18 mil.

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