Brasil desenvolve comando de voz
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de outubro de 2002
Da Redação 
O Chevrolet Vectra, primeiro automóvel do mundo com comando de voz em português, o Jack, caminhão projetado para a colheita de banana, e três carros do tipo ''mileage'', entre os quais o FEI X12, com rodas do tipo orbital, sem cubo e sem raios, são as atrações inéditas que poderão ser vistas no estande da FEI (única escola do Brasil com graduação em Engenharia Automobilística), durante o Salão do Automóvel, em São Paulo. Os três veículos do tipo ''mileage'' são capazes de percorrer mais de 760 quilômetros com apenas um litro de gasolina.
Em parceria com o Instituto Genius de Tecnologia, de Manaus, e com apoio da General Motors do Brasil, os alunos e professores do departamento de Engenharia Elétrica da FEI desenvolveram um Vectra com comando de voz ativo. Trata-se de um sistema gerenciado por equipamentos eletrônicos, com vocabulário que pode ser alterado para permitir a ativação de qualquer função com acionamento elétrico do veículo.
Essa tecnologia permite que qualquer pessoa transmita os comandos sem a necessidade de gravação prévia da voz. Uma frase curta com um verbo e um predicado preestabelecidos fará funcionar o travamento das portas, o pisca-alerta, as setas de direção, os vidros, a luz interna, as lanternas, faróis (altos e baixos), assim como o sistema de ventilação, entre outros. Os itens que envolvem segurança, como acionamento dos freios e funcionamento do motor, não foram incluídos no projeto nesta primeira fase.
Já o caminhão Jack foi idealizado para otimizar o processo de cultivo de banana em todas as fases, do plantio até o seu beneficiamento. O Jack é um instrumento ideal para garantir o mais elevado nível de qualidade das bananas (preservando a fruta de ferimentos e das indesejáveis manchas pretas provenientes do contato entre os cachos) e poderá contribuir para ampliar o mercado internacional para a fruta brasileira.
O Jack foi projetado e construído com uma tecnologia que acomoda os cachos no sistema de fileiras de macas, feitas com tecido acolchoado (poliéster em forma de travesseiro). O recurso permite melhor distribuição de peso, sem qualquer contato, reduzindo a zero a perda entre o local da colheita e o galpão onde a fruta é processada antes do embarque para os centros de distribuição ou para os portos de exportação.


