Contabilizando uma redução na estimativa de vendas de até 50%, por conta da negativa da Justiça em conceder a habilitação a menores de 14 anos, a Brandy do Brasil coloca a partir de amanhã nas lojas o primeiro modelo de ciclomotores inteiramente fabricado em sua nova unidade em Ribeirão Preto.
O modelo que chega ao mercado é o Jaguar JT 50, com
partida elétrica e pedal, pesando 75 quilos, câmbio automático e velocidade máxima de 50 km por hora. A fábrica, que recebeu investimentos de quase R$ 1 milhão em sua transferência de Manaus para Ribeirão Preto, começou a operar a partir de fevereiro.
A Brandy já havia atuado em Ribeirão até 93, quando foi
transferida para Manaus. ‘‘Estávamos prevendo vendas de pelo menos 12 mil ciclomotores este ano ano, mas tivemos que reduzir esta perspectiva para no máximo 6 mil’’, afirmou o presidente da empresa Hugo Brandani, que diz ter trocado Manaus por Ribeirão Preto pela economia com frete, armazenagens e embalagens.
‘‘Na prática, o barato saiu caro. Quando saímos de
Ribeirão em busca de incentivos fiscais atraídos pela capital amazonense, não avaliamos logísticamente os efeitos das mudanças’’, explicou ele.
A unidade instalada em Ribeirão também prevê em seu
cronograma de operações a nacionalização da scooter Vespa, 150 cilindradas, e da Zip 50 FD, ambas marcas da italiana Piaggio, da qual a Brandy é distribuidora no Brasil. A empresa detém hoje 19,4% do mercado nacional de motocicletas com menos de 50 cilindradas, atrás somente da Caloi que lidera com a Mobilete.
No ano passado a Brandy vendeu 4.500 unidades. O
faturamento, não revelado pela empresa, ficou no prejuízo. ‘‘O que deve se repetir este ano, mas com uma diferença menor’’, explicou Brandani.
Segundo ele, a empresa deverá ‘‘fechar o ano no
vermelho’’, principalmente por conta da desvalorização cambial. ‘‘Parte das nossas peças são importadas e, com isso, estamos comprando equipamentos com dólar a R$ 1,90 no mínimo, mas continuamos vendendo o produto final com dólar a R$ 1,20 para não perder o consumidor’’, disse ele.
Para Brandani a saída para a turbulência cambial seria a
estabilização do dólar na faixa de R$ 1,60. Sem esperar que isso aconteça, no entanto, ele diz que está viabilizando uma parceria com empresas argentinas para a distribuição do ciclomotor no Mercosul, em troca da compra direta de peças de seus fornecedores.A empresa agora trabalha para nacionalizar o modelo Zip 50, que pertence à marca italiana PiaggioAgência Estado

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