Bom de arrancada e de solidariedade
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
Vinícius Fonseca<BR>Reportagem Local 
Opala. Esse é um nome de respeito entre os aficionados por carros antigos, independente da linha a qual pertença. Tido como o primeiro veículo de passeio da General Motors lançado no Brasil, o carro foi vendido por mais de duas décadas no mercado nacional até ter sua produção encerrada em 1992.
Se a montagem acabou, a paixão do brasileiro pelo automóvel não diminuiu e hoje não é difícil encontrar admiradores colocando esses carrões para rodar por aí. Esse é o caso do empresário de Arapongas Alex Fracheta, dono de um Chevrolet Opala 1976.
Conhecidos como automóveis potentes, com saídas rápidas e de muita força, os Opalas sempre chamaram a atenção de quem curte não só carros antigos, mas também velocidade. Levando tudo isso em conta, Fracheta transformou seu automóvel. "Hoje ele é todo adaptado para arrancadas. Toda a parte mecânica é mais resistente e o motor mais potente que o original", diz.
Participante de campeonatos desde que fez diversas alterações em seu carro, Fracheta diz que correr com um Opala é "diferente". "Quando os Opalas entram na pista dá para sentir no público uma energia e vibração diferentes de quando estão competindo outros veículos", afirma.
Para alcançar 151 km em apenas 10,1 segundos, algumas alterações foram feitas na parte mecânica do Opalão. Embora continue sendo um motor 6 cilindros em linha, o comando é 286 e o pistão 040. Diferencial e câmbio também foram reforçados para ganhar resistência. "Não lembro ao certo quais eram as peças que ele tinha quando o comprei, mas aos poucos fui tornando-o cada vez mais potente", aponta o empresário.
Na cor amarelo primavera, tom escolhido, segundo o proprietário, para diferenciar o carro dos diversos Opalas existentes em Arapongas, o veículo chama atenção não só pela potência, mas também por algumas peças diferenciadas e essenciais para a prática da arrancada, como o banco em concha e o cinto quatro pontas. Também o painel ganhou novos instrumentos como o marcador de temperatura de óleo e outros. "O banco especial e os marcadores visam a segurança de quem pilota", resume.
Arapongas Motor Rock
Embora preparado para correr, não é só em autódromos e pistas que o Opala do empresário dá o ar da graça. Sempre que possível, o carro aparece também em outros eventos automotivos, um deles organizado pelo próprio Fracheta, em parceria com o amigo Pablo Breda, teve início há dois anos.
Cada vez mais tradicional, o Arapongas Motor Rock surgiu da inciativa de unir duas paixões: a música e o automobilismo. Realizado uma vez por mês, a partir de 17 de fevereiro, começou a ser realizado no Posto de Gasolina de Breda. "Fazíamos em outro lugar e a partir de agora será aqui. Ainda não está bem definido em que domingo ocorrerá, mas será sempre uma vez por mês", avisa Fracheta.
De acordo com ele, o evento visa, além de reunir apaixonados por antigomobilismo e rock'n roll, ajudar instituições de caridade. Para tanto, cada participante deve doar um quilo de alimento não perecível ou um agasalho. "Depois entregamos para pessoas que escolhem qual instituição ajudar. A ideia é fazer o bem sem ver a quem."
Cada vez mais tradicional na cidade, o encontro já conta com o apoio de motoclubes de Arapongas. Antigomobilistas de diversas localidades também costumam comparecer com regularidade. Só no último evento, realizado em 17 de fevereiro, a estimativa dos organizadores era de mais de 300 veículos expostos. "Esperamos que cresça para podermos ajudar cada vez mais gente", vislumbra Fracheta. Mais informações sobre o Arapongas Motor Rock no site www.facebook.com/arapongasmotorrock.


