Um balanço divulgado pela Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) revelou um 2014 bastante positivo para o setor de seminovos. O número de carros usados comercializados no País no ano ultrapassou a marca de 12 milhões de unidades, um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2013. No Paraná, as vendas de seminovos e usados aumentaram 6,3% no no ano passado na comparação com 2013, de acordo com números da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar). Foram 970,5 mil unidades vendidas em 2014 e 912,6 mil no ano anterior.
Ainda segundo o relatório da Fenauto, houve uma tendência de aumento de vendas de veículos entre quatro e oito anos de uso, com crescimento de 9,9%. O presidente da entidade, Ilídio dos Santos, comemora. Em 2013, o setor de seminovos e usados apresentou faturamento de R$ 310 bilhões. Para 2014, a expectativa era ultrapassar os R$ 340 bilhões. "Foi um ano melhor que os dois anteriores. Na nossa loja tivemos um aumento de cerca de 20% nas vendas", analisa o vendedor da Dicape Seminovos, Jefferson Czlusniak.
Segundo ele, modelos como Cruze, Prisma e Corolla foram bastante procurados, assim como o HB20, atualmente em falta no mercado de seminovos. "São modelos com saída bastante alta e com pouca desvalorização", observa. Mas um item atrapalhou um resultado ainda melhor para o ano: as taxas de juros oferecidas pelos bancos para o financiamento dos usados. "Ela é maior que a dos novos. Enquanto para eles é ofertada taxa zero, trabalhamos com uma média de 1,7% para os seminovos, o que ainda dificulta algumas negociações", lamenta.
Para o sócio-proprietário da Rotta 8 Veículos, Tiago Carniel, apesar de um 2014 atribulado, com meses fracos de vendas durante a Copa do Mundo e as eleições, o saldo é bom. "Esse aumento, apontado pela Fenauto, nós sentimos também nas lojas. Não é um ano maravilhoso, mas o saldo é bom", resume. Para 2015, Carniel está otimista. "O crédito disponível no mercado deve ser mais abundante, por isso nossa expectativa é que as vendas superem os números de 2014", avalia.

Novos

Já o setor dos zero quilômetro encerrou 2014 com a segunda queda seguida nas vendas anuais. No acumulado de janeiro a outubro, as negociações apresentaram redução de 8,9%, em comparação com os mesmos meses de 2013. A expectativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é de fechar o ano com recuo de 5,4%, devido à reação nas vendas principalmente no início de dezembro.
A desaceleração da economia e os eventos do ano, como a Copa do Mundo e as eleições, são apontados como enfraquecedores do movimento nas lojas. Até novembro, o grande destaque ficou para o Fiat Palio, o mais vendido no segmento. Foram emplacadas 160.784 unidades. O VW Gol veio em seguida, com 159.207 unidades. De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a expectativa para o próximo ano depende da definição sobre as alíquotas do IPI, que pode levar a um reajuste nos preços. "A retirada dos descontos no IPI dos automóveis no início deste ano pode gerar um impacto de até 4,5% no preço final do carro popular, afastando os compradores", avalia.

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