O airbag, a bolsa de ar que se infla em milésimos de segundo após um impacto e que é capaz de salvar vidas em um acidente, quem diria, chegou aos 25 anos. Apesar de servir como apelo de venda, os benefícios do airbag são reais e estão longe de ser propaganda enganosa. Afinal de contas, as colisões frontais representam cerca de 60% do total de batidas ocorridas em acidentes de automóveis. E, em alguns casos, segundo o NHTSA, instituto norte-americano de segurança no trânsito, a ação do airbag reduz em até 87% os riscos de morte.
Segundo pesquisas, desde 1987 até hoje, o airbag já salvou mais de 14.200 vidas nos Estados Unidos. Na Alemanha, o airbag já preveniu mais de 2.500 ocorrências fatais com passageiros de automóveis desde 1990.
O primeiro carro a ser produzido com o equipamento foi um sedã Classe S, em 1980, na Alemanha. Outra marca alemã, a BMW, foi a pioneira a adotar os airbags laterais para cabeça. A sueca Volvo, sinônimo de segurança em todo o mundo, foi a pioneira na utilização do airbag em carros de série: foi a primeira a adotar a bolsa frontal em 1987 e o airbag lateral em 1994.
O desenvolvimento do airbag começou em 1967. Muito embora a idéia de uma almofada de ar estivesse em discussão desde o início dos anos cinquenta, os engenheiros não tinham conseguido uma solução que transformasse a visão em realidade.
A equipe Mercedes-Benz tinha obtido grande progresso com o desenvolvimento de um sistema de sensores e um gerador de gás capaz de disparar um airbag em apenas 30 milisegundos. Os engenheiros da marca também desenvolveram o tecido resistente a rasgos, melhoraram as características de inflamento e tornaram possível armazená-lo no volante.
Desde o princípio, a Mercedes-Benz tinha projetado o airbag para complementar o cinto de segurança de três pontos, cuja função primária era proporcionar proteção adicional no caso de um impacto frontal.
O lançamento mundial do airbag do motorista foi seguido pelo lançamento, em 1988, do airbag do passageiro dianteiro e, em 1995, pela introdução de um dos primeiros airbags laterais para automóveis. A eles se somaram os airbags de janela desde 1998.
Hoje, a mesma Mercedes Classe S (em sua mais nova versão) é equipada com um total de oito airbags: dois airbags adaptativos (que disparam em dois estágios), quatro laterais e dois de janela. A tecnologia do airbag é livre de manutenção e permanece funcional por toda a vida útil do automóvel.
No Brasil, a aquisição dos airbags ainda é pequena. A culpa é do alto custo do equipamento e da falta de hábito do brasileiro. O primeiro carro fabricado no País a ter o airbag como opcional foi o Fiat Tipo 1.6, em 1996. Já o Renault Clio paranaense foi o primeiro carro compacto nacional a trazer airbag duplo de série.
Futuro - Os airbags continuarão a desempenhar um papel importante na segurança dos automóveis no futuro. Os engenheiros estão analisando a possibilidade de um sistema protetor que automaticamente se adapte a levar em consideração a situação corrente de acidente e os ocupantes do carro.
Outra prioridade para os airbags do futuro será proporcionar ainda mais proteção personalizada. Deverá ser possível, por exemplo, programar o computador de bordo com informações como idade, sexo e dados biométricos dos ocupantes (tamanho e peso) para personalizar o sistema de proteção de acordo com características individuais.

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