'Boca de sapo' de respeito
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sábado, 15 de junho de 2013
Vinícius Fonseca<BR>Reportagem Local 
Para quem curte carros fortes e estilosos, as caminhonetes Chevrolet lançadas por volta dos anos 50 do século passado são encaradas como uma meta de consumo. A chamada "Boca de sapo", por causa do formato de sua dianteira, era o sonho distante de criança do empresário Rafael Leite Lopes. "Sou apaixonado por caminhonete. Lembro que cheguei a ver quando era criança e coloquei na cabeça que um dia teria uma", conta.
O empresário do setor carvoeiro radicado em Presidente Prudente (SP) recorda que sempre que podia perguntava para as pessoas se tinham conhecimento de alguma caminhonete que pudesse ser comercializada. A oportunidade perfeita apareceu na cidade de Martinópolis (SP) dez anos atrás. "Viajei uns 50 quilômetros e a encontrei. Pertencia a um senhor que topou fazer negócio", relembra.
Para conseguir um bom preço, Lopes disse que utilizaria a caminhonete em serviços na região e não como objeto de colecionador. Essa história o empresário faz questão de contar para quem se aproxima de sua Chevrolet 3.100, ano 1950. De lá para cá, o veículo passou por uma série de alterações para que ficasse mais moderno e
confortável.
Quando Lopes comprou a pick-up, ela tinha um motor seis cilindros de época e sua aparência também não era das mais agradáveis. Algo bem diferente do automóvel vermelho chamativo que se destaca de longe.
Projetada como uma hothide, atualmente a parte elétrica do veículo é toda 12 volts. A motorização é a mesma utilizada pela F250, o que alterou até mesmo o tipo de combustível utilizado pela caminhonete. As chevrolets "bocas de sapo" eram a gasolina, mas a de Lopes tem motor a diesel.
A repaginada pela qual passou o automóvel trouxe ainda outras vantagens como ar-condicionado e vidros e travas elétricas e bancos confortáveis. Tudo planejado em detalhes pelo próprio dono. "Pensei em um automóvel que eu pudesse utilizar em meu dia a dia. Com ela, posso viajar ou mesmo ir ao trabalho", explica.
Não é apenas a parte mecânica ou elétrica que mostra o zelo de Lopes por seu veículo. Para celebrar a existência de sua caminhonete, ele fez questão de comprar uma miniatura do automóvel que carrega para onde vai.
Recentemente, o empresário paulista participou de um encontro em Jataizinho (Norte Pioneiro) e orgulha-se de o seu veículo ter aguentado rodar mais de 100 quilômetros de viagem sem qualquer problema. No caminho, Lopes conta ter vivenciado situações interessantes, como pessoas tirando fotos e acenando para o
carro.
Apesar da relação de uma década, o empresário confessa que seu sonho de pick-up é a F1 e não Chevrolet 3.100. Por isso, não descarta a possibilidade de um dia ter os dois veículos. "A F1 ainda é o meu grande sonho, mas não consegui encontrar. Ainda sim quem sabe um dia não consigo uma", planeja.


