Araquari (SC) - Ao lançar a pedra fundamental da primeira fábrica na América do Sul, a BMW mostrou na última terça-feira em Araquari, 20 km de Joinville (SC), o primeiro veículo desenvolvido especialmente para o mercado brasileiro. De acordo com a empresa, o 320i Sport GP é o primeiro carro premium flex do mundo. Ele custa R$ 129.950 na versão básica. Por enquanto, será importado da Alemanha, mas deve ser produzido no Brasil a partir de outubro do ano que vem, quando a montadora estima inaugurar a planta de Araquari.
O motor 2.0, de acordo com a BMW, combina as tecnologias BMW TwinPower Turbo e BMW ActiveFlex, com turbo compressor e injeção direta de combustível, projetado para o uso a etanol e gasolina. "Esse ano, a tecnologia flex completa dez anos no Brasil, o que faz do País o líder no uso de biocombustível no setor automotivo há muitos anos, sendo o segundo do mundo na produção de etanol e o maior fabricante de veículos com tecnologia flex, que hoje representam 98% do mercado nacional", afirma o presidente do BMW Group Brasil, Arturo Piñeiro.
Com quatro cilindros, o motor desenvolve potência de 184 cv entre 5.000 e 6.250 rpm e torque de 270 Nm de 1.250 a 4.500 rpm. Segundo dados da fábrica, em conjunto com a transmissão automática de oito velocidades e tração traseira, o propulsor leva o BMW 320i de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e à máxima de 235 km/h – o mesmo desempenho do modelo a gasolina.
Além da novidade, a fábrica de Santa Catarina produzirá os modelos Série 1, Série 3, X1, X3 e MINI Countryman.

Elétrico
Na mesma solenidade em Araquari, a BMW mostrou o BMW i3, primeiro automóvel da marca para áreas urbanas com propulsão 100% elétrica. A empresa diz que o carro foi projetado após pesquisas nas principais metrópoles do País, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. Embora não haja planos para que o modelo seja fabricado em Santa Catarina, a estimativa é que sua comercialização tenha início no Brasil no segundo semestre de 2014.
Devido ao peso da bateria, a BMW teve de buscar uma maneira de tornar o veículo mais leve. A solução foi a arquitetura LifeDrive, constituída por duas unidades funcionais separadas. Ele contém uma célula de passageiros de alta resistência e extremamente leve feita de plástico reforçado com fibras de carbono (CFRP). Segundo informações da fábrica, o sistema não só compensa o peso extra da bateria, deixando o BMW i3 com 1.195 quilos, mas também baixa o centro de gravidade do automóvel para tornar a sua condução mais dinâmica.
"Os atributos do BMW i3 são típicos de um BMW. Tração traseira, distribuição do peso em 50:50, baixo centro de gravidade devido à localização da bateria, potência de 170 cv e torque de 250 Nm. A aceleração de 0 a 100 km/h é realizada em 7,2 segundos e, para retomada de 30 a 70 km/h, são necessários apenas 2,5 segundos", afirma Carlos Cortes, gerente de vendas e marketing da fábrica.
O veículo tem autonomia entre 130 e 160 km. O preço ainda será definido e anunciado pela montadora quando do início de sua comercialização.

* O repórter viajou a Santa Catarina convite da BMW

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