Elas são pequenas, práticas e econômicas. Não é a toa que a Honda C 100 Biz e Yamaha Crypton 105 estão cada dia mais ganhando a preferência nas ruas da cidade. Ambas só perdem em número para as imbatíveis 125 cc - CG Titan e YBR 125. Para se ter uma idéia, segundo os últimos dados da Abraciclo (Associação Brasileiras dos Fabricantes de Motocicletas), a Biz é atualmente a segunda moto mais vendida no mercado, com 17% de participação. Em proporções menores, a Crypton também é o segundo modelo mais comercializado pela Yamaha no País.
Na pista, as duas motos se confrontam com características semelhantes. O preço é o primeiro ponto: a Biz, de tabela, custa R$ 3.055 na versão com partida a pedal e R$ 3.444 com partida elétrica (não incluídas despesas com frete, óleo ou seguro). Já A Crypton, vendida unicamente com partida elétrica, sai por R$ 3.702. O preço maior da Yamaha se justifica pela produção menor do modelo frente a concorrente, o que impossibilita a diluição dos custos na sua fabricação.
No desenho, a Honda Biz leva a melhor. As linhas são atuais e lembram o design das atraentes scooters. Na frente, farol e piscas agrupados fornecem um visual mais agradável que o da Crypton, que tem estilo um pouco mais conservador e linhas mais retas. Apesar disto, é possível perceber que o modelo da Yamaha traz um acabamento melhor, como a carenagem na cor da moto e os arremates das laterais de plástico.
O painel da Biz é bem resolvido, mas o da Crypton é mais completo, com o indicador de última marcha engrenada - a quarta. Velocímetro, indicador de combustível e luzes espia de farol e piscas estão presentes no painel de ambas motos. Mesmo assim, as duas carecem de um indicador geral das marchas, o que ajudaria muito os motociclistas no trânsito urbano.
Porém, o quesito que mais ajuda a vender estes dois modelos é a economia. As duas marcas fazem questão de salientar isto e chegam a anunciar que são capazes de fazer até 70 km com um litro de gasolina. Na prática, a economia é grande, mas não chega a tanto. As duas motocicletas fazem em média de 40 km/l até 45 km/l, dependendo da ‘‘mão’’ do piloto. Segundo a Yamaha, a Crypton vai a cerca de 90 km/h de máxima, enquanto a Honda, também de acordo com os dados da fabricante, chega a 86 km/h.
Outra facilidade das motos é a partida. Na Crypton, é elétrica. Já a Biz oferece duas versões: uma a pedal e outra elétrica. Não é nada difícil dar a partida nos pés, mas é uma comodidade bem vinda, principalmente no dia a dia. Outra facilidade da pequena Yamaha: o comando do afogador fica no guidão, enquanto na Biz ele está localizado no carburador, na parte baixa da moto.
A maior diferença da Biz sobre a Crypton é o espaço embaixo do banco. Enquanto a Yamaha acomoda o tanque de combsutível (é maior que o da Biz), a moto da Honda traz uma espécia de ‘‘porta-malas’’, que acomoda um capacete ou bolsas e pacotes. Trata-se de uma ótima solução para quem não gosta de andar com o capacete debaixo dos braços. O modelo dispõe ainda da inovadora tecnologia do sistema tuff-up - fluído auto-vedante que retarda a redução da pressão do pneu traseiro quando há perfuração.
Na Crypton, o detalhe diferencial fica por conta dos protetores de corrente integral e antiqueimadura do escapamento, itens não oferecidos pela Honda na Biz. A Crypton é vendida nas cores preto, vermelha, verde e champagne. A Biz é oferecida nas cores preto, vermelho, verde e azul.
Outra diferença entre os dois modelos está nas rodas. Na traseira da Biz, o pneu tem raio menor (aro 14) e pneu mais largo (80/100). Na Crypton, os pneus são mais estreitos, (2.50) porém mais altos (aro 17).

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