Bati o carro: e agora?
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domingo, 03 de novembro de 2013
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
A frota de veículos vem aumentando ano a ano. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) só o Paraná tem aproximadamente 6,2 milhões de veículos. O crescimento da frota de automóveis somado a pequenos descuidos e o estresse do trânsito podem ocasionar acidentes. Caso isso ocorra, como proceder para minimizar os problemas?
"Quando não se tem seguro é importante conversar e chegar a um consenso sobre quem foi o responsável pela batida", informa o delegado do Sindicato dos Corretores e Empresas Corretoras de Seguros do Estado do Paraná - Regional Londrina (Sincor-Pr), Claudemir Rosseto. "Hoje a polícia de trânsito só se desloca quando há vítima, então os envolvidos precisam se resolver", explica ele. "O problema é que essa conversa não costuma ser fácil porque nem todos estão prontos para assumir a culpa", completa.
Rosseto reforça que, caso não exista vítima, o setor da Polícia Militar (PM) responsável pelo trânsito não envia uma equipe. No entanto, atualmente disponibiliza o Boletim de Acidente de Trânsito Eletrônico Unificado (Bateu). Isso permite que o Boletim de Ocorrência (B.O.) seja feito on-line.
Para o registro do acidente, serão necessários os documentos pessoais, inclusive a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) endereço, telefone, e-mail, do solicitante, além dos dados do próprio veículo envolvido no acidente placas e o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O motorista poderá acompanhar todo o processo passo a passo até a geração do B.O. "Pode inclusive anexar fotos do acidente e outros dados que comprovem sua inocência", informa Rosseto.
Um problema comum para quem não tem seguro, na visão do corretor, são os casos em que o acidente envolve vítimas. Conforme ele, todos os custos médicos e até de tempo que a pessoa perdeu por ausência ao trabalho podem de alguma forma recair sobre o responsável pelo acidente.
Para evitar possíveis "dores de cabeça", Rosseto indica que o melhor é mesmo ter um seguro. "Se não um pacote completo, pelo menos um que cubra danos a terceiros." Um plano com esse tipo de cobertura inclui ainda a solicitação de um guincho e quase sempre táxi ao envolvido. No mercado, o valor médio do plano é de R$ 50 por mês.
O corretor ressalta que o custo de um pacote de seguro varia muito de acordo com as características do solicitante e sua família. Sexo, idade, estado civil e as condições nas quais o automóvel é guardado são apenas alguns dos quesitos avaliados. Ele acrescenta que um homem, solteiro, na faixa etária dos 18 aos 25 anos, dono de um veículo de aproximadamente R$ 35 mil consegue um seguro na média de R$ 2 mil a R$ 2,5 mil. "O valor é dividido pelos 12 meses do ano o que o torna muito compensador", avalia.
Vale ressaltar que nem sempre um carro mais velho tem seguro mais barato do que um zero quilômetro. Isso acontece devido à dificuldade que a seguradora tem em encontrar peças de reposição. Por isso, a dica é pesquisar em que situação se encontra o veículo que se pretende segurar.


