É na hora de sair de casa que o pior acontece. Ao girar a chave do carro, nada da partida. Um barulho esquisito, como se o motor tivesse ‘amarrado’, indica o problema: a bateria está sem carga.
  Nesta hora, há duas alternativas: pedir socorro a uma auto-elétrica ou praticar a famosa operação de ‘chupeta’ (leia texto nesta página). ‘‘No frio, a possibilidade da bateria pifar aumenta pois a energia requisitada pelo carro também é maior. Se o sistema elétrico não estiver em ordem, o equipamento não agüenta’’, explica João Wanderley Cernach, gerente da Dael Baterias.
  Para se precaver deste problema, justamente na hora em que se mais precisa do carro, o melhor é realizar um check-up gratuito em alguma auto-elétrica de confiança. ‘‘A verificação do sistema e da condição da bateria não demora mais que cinco minutos. Isso evita os transtornos de última hora’’, aconselha Cernach.
  No mercado existem, basicamente, dois tipos de baterias automotivas: as seladas e as comuns. As seladas, ou sem manutenção, são mais caras e dispensam a verificação do nível de solução. Já as comuns, mais baratas, necessitam de controle periódico (a cada dois meses) do nível de solução. Tome cuidado com a solução, pois ela é corrosiva e capaz de destruir roupas e outros materias quando em contato direto. O líquido deve estar entre 1 cm e 1,5 cm acima das placas. Caso esteja abaixo deste nível, deve-se colocar água destilada (encontrada em auto-elétricas e postos de combustíveis). Nunca use água comum, que contêm sais minerais nocivos à bateria, nem permita a adição de ácido sulfúrico, que nunca deve ser completado.
  Ficar sem partida não significa, necessariamente, que a bateria pifou. Às vezes, devido ao esquecimento de algum equipamento ligado (som, farol ou luz interna) ou a fuga de corrente (consumo de energia sem o conhecimento do motorista) a bateria simplesmente perde a sua carga. Para recarregar, é necessário deixá-la por algum tempo na auto-elétrica. ‘‘Se a bateria estiver totalmente sem carga, o ideal é deixá-la em carga lenta, por um período mínimo de 12 horas’’, explica o comerciante. A maioria das lojas disponibiliza outra bateria ao cliente enquanto é dada a carga.
  Porém, se a bateria estiver no fim da sua vida útil, recarregá-la não irá adiantar. Ao comprar uma nova, siga sempre as especificações técnicas do manual do veículo. ‘‘Outra avaliação errada que se faz é quando a luz da bateria se acende no painel, com o carro em movimento. A luz vermelha não indica que há problema com a bateria, mas sim com o alternador, aparelho que recarrega a bateria quando o motor está ligado’’, avisa o comerciante.
  Se o automóvel conta com muitos equipamentos elétricos, é possível adquirir uma com maior amperagem. ‘‘A maior amperagem não afeta em nada, mas só é viável se houver realmente necessidade. Caso contrário, o motorista irá pagar mais e não irá utilizar toda a sua capacidade’’, explica Cernach.
  O motorista também deve ficar atento à limpeza do equipamento. Em alguns casos, a partida não acontece devido a falta de contato nos pólos e terminais causado pelo acúmulo de zinabre, um pó verde de hidrocarboneto que se forma nos objetos de cobre expostos ao ar e a umidade. Para limpá-los, remova marcas de corrosão ou vazamento, jogue água quente e passe esponja de aço. Para evitar nova corrosão, aplique vaselina.
  Em carros que rodam pouco, ligar o motor a cada semana ou duas, mantendo-o em baixa rotação por alguns minutos, ajuda a manter a bateria carregada. A bateria produz gases explosivos. Por isso, evite fumar, produzir faíscas ou a proximidade de fogo.

mockup