Os bancos automotivos, muitas vezes, passam despercebidos pelos motoristas, mas a verdade é que eles são determinantes para o conforto de quem está na direção. Como qualquer peça ou equipamento de um veículo, dependem de alguns cuidados para durar mais.
Tapeceiro há cerca de 15 anos e proprietário da Bancos & Cia, de Londrina, Thiago de Souza lembra que os bancos mais comuns são feitos de courvin ou de couro. Porém, mesmo sendo materiais distintos, os cuidados básicos são parecidos. De acordo com Souza, um banco tem vida útil média de cinco anos, mas os de couro costumam durar um pouco mais. Tempo que pode variar justamente devido ao modo como o proprietário cuida dos assentos.
Segundo o tapeceiro, é importante evitar que o carro fique muito tempo exposto ao sol para não provocar ressecamento do banco, principalmente se o revestimento for de couro. "O couro é um tipo de pele e como toda pele tem problemas caso resseque", comenta.
Apesar de importante para a limpeza, a água pode ser também vilã na manutenção dos bancos. "Muita água pode degradar o material. É fundamental que ela nunca seque sozinha. Se derrubar qualquer líquido no banco, a dica é pegar uma flanela e secar o banco o mais rápido possível", observa.
Um detalhe curioso é que a cada lavagem, principalmente no caso dos bancos de couro, é importante que se hidrate o tecido. O procedimento tem um custo médio de mercado variando entre R$ 100 e R$ 200. No entanto, Souza apresenta uma técnica mais econômica e que, conforme ele, ajuda a preservar o banco com mais eficácia. "Os produtos específicos para hidratar bancos automotivos podem ser substituídos por hidratante corporal. São mais baratos e eficientes", garante o tapeceiro.
A sugestão do uso de hidratantes corporais em bancos é confirmada pelo também tapeceiro e sócio-proprietário da Tapeçaria Barbosa, de Londrina, Cleiton Barbosa. Ele acrescenta ainda que o uso de capas de proteção automotiva é de grande auxílio. Uma capa custa, em média, R$ 300.

Troca de bancos

Uma prática comum entre os motoristas é a troca de bancos. "Muitos motoristas nos procuram com um determinado veículo desejando que o seu carro tenha bancos mais confortáveis, de outros modelos, e realizamos a substituição. Uma das trocas é colocar bancos de Gol ou Corsa em Fuscas", cita Thiago de Souza.
Trocar, no entanto, é outro procedimento que exige cuidados. O trabalho consiste, antes de mais nada, em avaliar se determinado banco está no tamanho adequado ao veículo onde será instalado. "É difícil acontecer, mas às vezes o banco é maior que o carro e precisamos fazer um corte ou ainda descartar a troca", comenta.
Cleiton Barbosa, que também costuma executar algumas substituições de bancos em sua loja, salienta que é preciso procurar um profissional de confiança que possa fazer o serviço com segurança. "O banco precisa ser bem instalado e ficar devidamente preso ao assoalho. A melhor forma de encontrar bons profissionais são as indicações de amigos que já tenham realizado o procedimento", aponta.
A Polícia de Trânsito de Londrina informa que a utilização de bancos de diferentes marcas em um veículo não tem impedimentos legais, desde que o equipamento possua encosto para cabeça, encaixe para o cinto de segurança, além de estar devidamente preso ao assoalho do veículo em que foi instalado.

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