Vectra, Mégane, Civic, Fusion, Corolla. Junte a eles ainda as versõs top de linha do Astra e Focus Sedan. Sete carros de peso, sete opções para deixar qualquer motorista confuso. Por pequenas diferenças -de preço e equipamentos - pode-se alternar entre os modelos acima em um piscar de olhos.
Antes de uma avaliação mais detalhada de cada carro, vale a pena começar pela primeira opção que mais atrai ao bolso. Na lista acima, o Mégane Sedan tem preço a partir de R$ 56 mil e oferece itens de série bem avançados e até inexistentes em alguns rivais, como chave por cartão, freios ABS, direção elétrica, ar condicionado, volante regulável em altura e profundidade e airbag de duplo estágio para motorista e passageiro.
O modelo avaliado pela Folha Carro & Cia, era a versão intermediária, a Dynamique 1.6, que tem preço de R$ 62.340 e opcionais interessantes como acabamento em veludo, CD Player com comando no volante, piloto automático e rodas de aro 16.
Com tudo isso, o Mégane Sedan, realmente, fica gostoso de dirigir. Macio e silencioso, tem um comportamento dinâmico no trânsito bastante agradável. É bem verdade que, visualmente, ele não chega a impressionar como um Vectra ou como um Novo Civic. Na realidade, talvez, essa seja a sua maior diferença: discreto, o Mégane não é um ''grandalhão'', pelo contrário. É elegante e marca presença nas ruas. Graças às linhas frontais e da traseira - bem definidas e acertadas - o novo Renault tem um toque de modernidade e que espanta a 'pecha' de 'carro de tio', próprio do segmento.
Por dentro, a sensação é das melhores. Sobriedade e requinte - principalmente pelo detalhe da chave de cartão e pelo freio de mão tipo manche de avião - marcam os detalhes internos. A visibilidade, tanto da frente quanto da traseira, é boa. O espaço é razoável para quem vai na frente e atrás: passageiros não encostam os joelhos nos bancos e muito menos a cabeça no teto.
Há vários espaços e porta-trecos espalhados pelo interior. Ponto positivo para a 'caixa' sob o descansa-braço, própria para esconder objetos de valor. O porta-malas também é avantajado: 520 litros, o 2º maior do segmento.
Na parte mecânica, o motor 1.6 16V Flex de 115 cv faz o serviço de casa. Anda bem sim, mas para quem quer mais 'emoção', vale a pena optar pelo motor 2.0 (se bem que aí, o Mégane passa a custar acima dos R$ 67 mil). Tem arrancadas boas no trânsito urbano e é eficiente em ultrapassagens nas rodovias. Peca apenas na hora das retomadas. Seu peso, quase 1.300 quilos, é muito para o motor 1.6. Para atenuar essa deficiência, o câmbio de cinco marchas, o mesmo do Scénic, apresenta trocas macias e precisas, favorecendo o desempenho.
A suspensão, meio mole, pode desanimar aqueles que preferem um carro mais firme. Balança um pouco nas curvas, mas nada que chegue a desestabilizar. Na verdade, o ajuste é para aumentar o conforto interno - prioridade neste segmento.
No quesito consumo, o Mégane faz a média de um flex: 8,0 km/l com gasolina e 6,5 km/l com álcool, na cidade. Na estrada, os números aumentam em média um ponto. Comparado com os outros rivais, o consumo é um dos melhores do segmento.
Enfim, o Mégane Sedan paranaense é o carro médio para quem quer 'entrar' no segmento. Não é grande como um Vectra ou Fusion, mas tem muito espaço e itens de conforto. Aliado à economia do motor 1.6 e ao preço acessível, o Mégane tem tudo para conquistar os consumidores, principalmente aqueles que não precisam - e não querem - esbanjar dinheiro.

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