A Fiat acertou em cheio quando desenvolveu a linha Adventure. O jeitão fora-de-estrada, a incorporação de acessórios e a altura elevada dão o toque jovem e aventureiro que empolga motoristas de todas as idades logo à primeira vista. Talvez por ser uma picape e contar com uma aptidão natural à terra, a Strada Adventure se destaca simplesmente pelo visual. Pelo menos foi esta a conclusão da Folha Carro & Cia após uma breve avaliação do modelo pelas ruas e estradas da região.
A frente encorpada, com protetores de plástico preto, o estribo lateral e as molduras salientes acima das rodas reforçam o estilo ''topa-tudo'' do veículo. Na lateral traseira, um grande adesivo identifica a versão Adventure. Completam o pacote o santantônio, o borrachão nas laterais e as barras longitudinais no vidro traseiro. Uma das novidades da nova versão é a existência de dois - e não apenas um - pares de faróis de neblina, logo abaixo do pára-choque dianteiro.
Fora as linhas modernas, a Strada Adventure traz outro diferencial importante, que pesa na hora da escolha de uma picape leve: a cabine estendida. Nenhuma de suas rivais conta com a opção. A Montana, da Chevrolet, oferece um espaço parecido na Super Cab, mas não chega a ser tão amplo quanto o da picape da Fiat.
Ao entrar na Strada, a sensação é a mesma de estar sentado em um carro de passeio da Fiat. Os comandos estão bem localizados e instrumentação conta com grafismo exclusivo e de fácil visualização. O teto solar, item opcional, peca por ter controle manual e é de difícil manejo. Outro problema são as barras instaladas para proteger o vidro traseiro. No trânsito e durante as manobras, o objeto prejudica o campo de visão do motorista, que só pode apelar para os retrovisores laterais, muito pequenos por sinal.
Se por um lado o espaço interno é melhor, na caçamba a Strada perde feio. A cabine estendida ''comeu'' o espaço para carga, dando ao proprietário de uma Strada a possibilidade de acomodar apenas 685 kg. A maior caçamba é da Montana, capaz de levar até 735 kg. Saveiro e Courrier transportam 700 kg.
A altura elevada e os pneus mistos absorvem bem os impactos, principalmente nos trechos de terra. No asfalto, a suspensão é firme o suficiente para reduzir o ''pula-pula'' comum nestes tipos de veículo.
Em termos de mecânica, a Strada oferece o mesmo conjunto da Montana, produzido pela Powertrain (empresa conjunta da Fiat e GM). O motor 1.8 Flex, que roda com gasolina e álcool, é ágil e responde na medida. Os 110 cv de potência combinam com o estilo jovem e agressivo da Strada.
A versão Adventure vem de série com bancos antideslizamento, vidros e travas elétricas, protetor de caçamba, janela traseira corrediça, direção hidráulica, sistema Follow me Home (deixa as luzes do carro acessas por um tempo depois de o carro ser desligado) e o My Car (computador de bordo). Entre os opcionais oferecidos, há ainda ar-condicionado, air-bag duplo, freios ABS, rádio CD player com MP3 e kit high-tech - sensor de chuva, sensor crepuscular, espelho eletrocrômico e retrovisores externos com regulagem elétrica.
A Strada é líder de vendas no segmento. Até setembro passado, 19 mil unidades haviam sido comercializadas. A Montana, a segunda do ranking, aparece com 15 mil unidades, a frente da Saveiro (13 mil) e Courrier (5 mil).
O visual reforçado, o desempenho favorável e os acessórios embutidos representam um preço maior, claro. A Strada Adventure custa a partir de R$ 35 mil, mas pode chegar aos R$ 50 mil se equipada com todos os opcionais. Strada e Montana são as duas picapes que merecem comparação na hora da compra. Courrier e Saveiro estão, visualmente e tecnologicamente, defasadas. A Courier foi lançada em 1998 e a Saveiro em 1984, e nos últimos anos evoluíram pouco. Sabe-se que a Ford está preparando uma sucessora para a Courier derivada do EcoSport, mas da VW não há notícia de lançamentos nesse segmento.

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