A disputa pelo segmento de sedãs compactos é uma das mais intensas do setor automobilístico. A guerra tem explicação: os consumidores deste tipo de veículo são exigentes, gostam de luxo e melhor, pagam para isto.
De olho nesse nicho, a Fiat agiu rápido e trouxe ao Siena requintes antes só oferecidos em carros de maior porte. E é justamente esta diferença que marca a presença do modelo no mercado.
O Siena, que recebeu a nova cara da linha Palio no ano passado, é um carro macio e gostoso de dirigir. Oferece um espaço interno atraente e uma boa visão do que se passa lá fora.
Andando, é suave e silencioso. O excesso de maciez é, talvez, seu maior pecado. Alguns movimentos no volante e a sensação é de que o carro é ''mole'' demais, quase que instável. Os ajustes da suspensão privilegiaram o conforto e por isso a sensação. Porém, em velocidades maiores, a ''moleza'' é substituída por uma dirigibilidade confiável, graças a precisão da direção hidráulica.
O motor 1.8 Flex de 110 cv responde rápido e não deixa o motorista na mão. Para os que ainda não sabem, a única diferença dos motores bicombustíveis para os movidos a gasolina aparece na hora de dar a partida. Ao girar a chave, com o carro frio, o motor demora um pouco a funcionar, quando o tanque está abastecido com 100% de álcool. Se o motorista tiver pressa e quiser sair logo, o motor irá falhar, com alguns trancos. Porém, poucos minutos depois, o propulsor não incomoda mais.
Segundo a Fiat, o Siena 1.8 Flex chega aos 189 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. Em relação ao consumo, apesar da Fiat enumerar a média de 8,4 km/l em trechos urbanos, em nossa avaliação, a média girou em torno dos 6 km/l apenas com álcool no tanque. Com gasolina, a nossa média foi de 8 km/l contra os 12,2 km/l relatados pela montadora.
Outra vantagem do Siena frente aos concorrentes está no porta-malas. É o segundo maior da catgoria, com capacidade para até 500 litros de bagagem.
O Siena é o sedã compacto mais caro do mercado. Completo, como a versão avaliada pela Folha Carro & Cia, é vendido quase R$ 60 mil (básico sai por R$ 35.870, com direção hidráulica, computador de bordo e travas elétricas), mas possui itens exclusivos entre os modelos de sua categoria.
A lista de equipamentos oferece sensores de chuva e crepuscular, side bags, vidros elétricos com acionamento ''um toque'' nas quatro portas, sensor traseiro de estacionamento, rádio AM/FM com CD player e leitor de MP3, computador de bordo e travamento automático das portas. Sua superioridade em conforto e tecnologia em relação aos outros é evidente e salta aos olhos. Basta sentar-se ao volante.


SAIBA MAIS
Sensores - Um dos atrativos do Siena são os sensores de luz, chuva e estacionamento, itens opcionais no carro mas que antes só estavam disponíveis em carros de luxo. O de luz, aciona os faróis automaticamente ao anoitecer. O de chuva é responsável por ligar, desligar e ajustar a velocidade dos limpadores de pára-brisas conforme a intensidade da chuva. Já o de estacionamento, ajuda, através de um bip sonoro, a evitar pequenas colisões na traseira do carro durante as manobras de marcha-ré.
Linha Palio - O Siena faz parte da linha Palio, que conta ainda além do hatchback, da perua Palio Weekend e da picape leve Strada. O atual geração do Siena é a terceira e foi lançada em março de 2004.

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