AVALIAÇÃO - PERUA REQUINTADA
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de outubro de 2003
Mauricio Della Barba 
Por fora, parece uma perua, mas por dentro, a sensação é de estar em uma minivan. Assim é o 307 SW, a versão ''station wagon'' do 307 hatch. O modelo, que já está à venda em Londrina, é uma das poucas opções do mercado para quem não aprecia o design e dirigibilidade de um monovolume.
O estilo moderno, de linhas sinuosas, característica marcante da Peugeot, é o grande atrativo visual do 307 SW. Mas o que impressiona mesmo é o teto de vidro panorâmico. É o maior de todo o mercado. Grande e que toma quase toda a parte superior do veículo, possibilita que o céu seja visto por todos os ocupantes.
Mas as atrações não são só estéticas. A perua da Peugeot traz uma versatilidade interna de dar inveja a muitos veículos. Os bancos traseiros, por exemplo, podem ser rebatidos, dobrados, retirados e até mesmo trocados de posição, ampliando o espaço interno de forma inusitada. Por serem independentes, é possível deixar apenas um banco na segunda fileira e colocar dois na terceira fila. Bancos sobressalentes, vendidos como item opcional, também possibilitam aumentar o número de vagas no veículo para até sete pessoas (com um certo aperto, é bom que se diga).
Se o espaço para os passageiros é bom, para as bagagens não é diferente. O compartimento acomoda 520 litros, mas pode chegar aos 1.539 litros com a remoção de todos os bancos traseiros. Outra característica de minivan presente no 307 SW são as mesinhas dobráveis no encosto dos bancos dianteiros, semelhante às usadas em aviões. A hora do lanche também pode ganhar um acessório interessante: uma minigeladeira, que é instalada entre os bancos traseiros. Há também diversos porta-objetos espalhados pelo carro, além de gavetas sob os bancos e o enorme porta-luvas refrigerado, iluminado e com chave. A perua traz ainda, de série, air bags, computador de bordo, ar-condicionado eletrônico, direção hidráulica, CD Player e trio elétrico. Além do eficiente sistema de freios ABS, a 307 SW conta com uma série de outros recursos, como controles de estabilidade (ESP), de tração (ASR) e repartidor eletrônico de frenagem (REF).
Quanto ao desempenho, o 307 SW não decepciona. O motor de 2.0 litros gera 138 cv de potência, suficiente para dar emoção ao volante. Segundo a marca, acelera de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos e pode chegar aos 200 km/h. Ágil nas retomadas, o propulsor fornece um ruído a mais e um consumo desnecessário. Também, não é para menos, já que a perua da Peugeot é um tanto quanto pesada: 1.355 kg.
Para o motorista, a posição de dirigir da linha 307 não chega a ser alta como nas minivans, mas também não é baixa como nos carros compactos. O câmbio é de fácil engate e bem posicionado.
Pena que, para usufruir de tanta novidade, o consumidor tenha que desembolsar cerca de R$ 56 mil para adquirir o carro da Peugeot. O valor elevado deixa os concorrentes atraentes e bem mais próximos do bolso do consumidor brasileiro.


