AVALIAÇÃO - PEQUENO NOTÁVEL
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 2003
Mauricio Della Barba 
O Fit, minivan lançada pela Honda no começo deste ano, já mostrou para que veio. Em menos de seis meses de vida no mercado brasileiro, o pequeno notável japonês já atingiu a marca de 10 mil unidades vendidas no País, um número respeitável e considerado de sucesso.
O motivo? O Fit tem soluções de tecnologia e aproveitamento do espaço interno que agradaram em cheio ao consumidor brasileiro. Na verdade, a propaganda boca a boca e o test-drive são os reponsáveis pelas boas vendas. Quem anda no carro elogia o espaço, a relação custo-benefício, conforto e dirigibilidade do Fit.
Versátil e econômico, o Honda Fit tem um design curioso. Por fora, parece um misto de perua com minivan. Por dentro, parece um carro médio, tamanho é o conforto e o espaço. O assoalho baixo e plano, contribui para acomodar, sem aperto, um passageiro central no banco de trás. Os bancos, todos flexíveis, proporcionam uma ampla gama de possibilidades (mais de dez combinações, sem a necessidade de remoção dos encostos de cabeça).
Na frente, o motorista encontra um painel de plástico escuro rugoso, em dois tons de cinza. Simples e bem acabado. Os instrumentos (conta-giros, velocímetro e marcador de combustível), ocupam três círculos separados no painel. Quando iluminados são bem visíveis. De dia, ficam escuros e dificultam um pouco o monitoramento das funções. Ponto positivo para o sensor de temperatura, que acende ao dar a partida e se apaga quando o motor está aquecido, e para a direção hidráulica elétrica, mais leve e prática no trânsito.
Como todo modelo familiar, o Fit é repleto de porta-objetos, além dos dois porta-copos no console. O porta-luvas é divido em dois níveis, que permite separar documentos de outros tipos de objetos.
Deixando o interior de lado, outra boa surpresa do Fit está debaixo do capô. O motor, um 1.4 litro, apesar de ter apenas 80 cv de potência, reage como um 1.6, porém consome quase como um 1.0. A segredo está na concepção. O motor tem duas velas por cilindro e se caracteriza pela economia de combustível, sem a perda de torque (força) nas baixas rotações.
Na cidade, o carro mostrou boa disposição. Na estrada, o carro mostra algumas deficiências, como a falta de potência e o excesso de ruídos do motor. Afinal, trata-se de um carro familiar, e sem âmbito para a esportividade. Quem está acostumado a viajar com mais empolgação, pode se frustrar. A marca japonesa não divulga informações de desempenho, tais como velocidade máxima, consumo de combustível e aceleração de 0 a 100 km/h.
Outro importante diferencial no Fit é o câmbio automático CVT, sistema semelhante ao utilizado pela Audi em seus carros de luxo. Além de não dar ''trancos'' nas mudanças de marcha, o CVT permite um desempenho uniforme, tanto na cidade como na estrada.
A diferença de preço do Fit CVT, vendido como opcional, para o câmbio manual é de cerca de R$ 3,5 mil. Pode parecer muito, mas é uma ótima opção para quem circula muito na cidade e busca conforto. Segundo a Honda, o sucesso do câmbio é tanta que as versões equipadas com o CVT já respondem por 40% do total de unidades comercializadas.
O Fit traz de série uma ampla gama de itens: ar-condicionado, air bag para o motorista, vidros, travas e espelhos elétricos na versão LX, e ainda, na versão LXL, rodas de liga leve, air bag também para o passageiro e freios com sistema ABS (antitravamento) e EBD (distribuição da carga de frenagem).
Apesar de disputar diretamente com o Chevolet Meriva e o Mercedes Classe A, o Fit anda incomodando outros concorrentes como o Ford EcoSport e Citroen C3, em virtude da proximidade de preços. O Fit custa entre R$ 33 mil (LX) e R$ 39 mil (LXL CVT).


