O Omega já virou um mito no Brasil. Desde as primeiras versões, o carro de luxo da Chevrolet cativou admiradores e fãs em todo o País. Seus grandes trunfos para esta conquista foram o espaço, o conforto e o desempenho de gigante.
Na linha 2006, o modelo - em sua terceira geração no País - continua a oferecer o que sempre teve de melhor. O belo desenho, agora calcado em linhas retas e angulos sinuosos, dão o toque de classe ao modelo, fabricado na Austrália.
Por dentro, motorista e passageiros são brindados com um ambiente altamente espaçoso e requintado. O acabamento em prata acetinado no console, câmbio, freio de mão, volante e nas saídas do ar condicionado passam a sensação de modernidade e elegância.
Bancos em couro, com regulagem elétrica, ar condicionado, com controles digitais e saídas para o banco traseiro, e computador de bordo são alguns dos 'aparatos' de conforto. Outros itens, como o sensores de estacionamento, CD-Player com capacidade para armazenar 6 CDs no próprio painel, e acendimento automático dos faróis fecham o pacote de recursos.
Na parte de luxo, o Omega peca em alguns pontos. A chave do carro é muito grande, traz o alarme separado e não levanta os vidros quando é acionado. A antena elétrica no pára-lama dianteiro direito é uma coisa ultrapassada e a alavanca do freio de mão afastada do motorista incomoda.
Mas é sob o capô que o Omega impressiona. Para os saudosos, que perderam um pouco do 'sabor' do brilhante motor Opel de 3.0 litros e 165 cv (que foi substituído em 1995 pelo 4,1 nacional de 168 cv, evoluído do Opala), o novo V6 3.6 de 258 cv é um alento. O novo propulsor, desenvolvido pela Holden e chamado de Alloytec, entrou no lugar do V6 de 3.8 litros de 200 cv e fez bonito.
Mais moderno e mais leve, proporciona um desempenho impressionante e arrancadas emocionantes. Segundo a GM, o Omega atinge os 235 km/h de velocidade máxima (antes, 216 km/h) e aceleração de 0 a 100 km/h pode ser feita em apenas 7,5 segundos (antes era 10s), números acima dos concorrentes.
O novo câmbio automático - que pode ser operado de forma manual através de duas 'borboletas' atrás do volante - ajuda na esportividade. Inteligente, é capaz de perceber as situações em que uma mudança ascendente não seria bem-vinda e opta por manter a marcha em uso. É o caso de quando o motorista usa mais de 75% do curso e então tira o pé abruptamente do acelerador, numa indicação da proximidade de curva ou de uma situação de parada.
Há airbags frontais e laterais, sistema de freios anti-blocante (ABS) de 8 geração, com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), assistência mecânica ao freio (MBA), e o controle de tração (TC). No porta-malas, apesar de perder para o avantajado Toyota Camry (587 litros), é possível acomodar bons 475 litros de bagagem.
Se comparado aos seus concorrentes mais próximos (veja quadro), o Omega é o que tem o preço maior, R$ 161 mil. Bem mais que Ford Mondeo (R$ 101 mil) ou um Renault Laguna (R$ 122 mil), por exemplo. Mas, vale ressaltar que o Omega é um dos maiores desse grupo - ganha no comprimento, na largura e no entre-eixos, sinônimos de maior espaço interno. É também o único com tração traseira e o mais potente entre todos do segmento. Quer mais? É só acelerar um destes...

mockup