AVALIAÇÃO - Novo Fiesta Sedan: receita de sucesso
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domingo, 12 de dezembro de 2004
Mauricio Della Barba 
Ele foi o último sedã compacto a chegar no mercado. Também foi o último a adotar um motor bicombustível, que roda com álcool e gasolina no mesmo tanque. Mesmo assim, o novo Fiesta Sedan traz atributos que merecem elogios e são capazes de aumentar ainda mais a dúvida de quem está a procura de um automóvel nesse segmento.
O primeiro acerto da Ford no novo Fiesta Sedan foi, sem dúvida, o design. O modelo é atraente e traz linhas modernas e bem resolvidas. O resultado agradou tanto que, nas ruas, muitos chegam a apelidar o Fiesta Sedan de ''mini-Mondeo''. Tal lembrança não é para menos. A traseira do carro é bastante semelhante ao carro de luxo da Ford, com lanternas que invadem a lateral dando um ar de modernidade.
As linhas retas não fizeram bem somente para o visual. O Fiesta Sedan oferece um porta-malas maior, com capacidade para 487 litros de bagagem (mais 9 litros sob o tapete). Comparado aos rivais, o Fiesta perde apenas para o Clio Sedan e Siena, que podem acomodar, respectivamente, 510 e 500 litros. O ponto negativo está na largura da ''boca'' do compartimento, que dificulta a acomodação de objetos grandes, como caixas plásticas. De positivo, vale destacar o sistema de abertura da tampa do porta-malas, com pequenos amortecedores escamoteáveis, que não invadem a área de carga como nos concorrentes.
Passando do design para a mecânica, o Fiesta surpreende graças ao motor 1.6 Flex. Quando abastecido apenas com álcool gera 111 cv de potência, faz de 0 a 100 em 11,7 segundos e atinge 180 km/h de velocidade final, segundo dados da fábrica. O consumo, obtido pela avaliação da Folha Carro & Cia na cidade, ficou na média de 7 km/l somente com álcool no tanque. Com gasolina, a média é maior, em torno dos 8,2 km/l. A agilidade do motor, aliado ao volante macio e a posição da alavanca de câmbio (mais elevada e próxima da mão), garante ao motorista um pouco mais de 'emoção' e conforto na direção. Na verdade, quando se pisa no acelerador, os 111 cv dão a impressão de estar em um carro mais potente, de 1.8 ou 2.0 litros.
Depois de tantos elogios, é por dentro que o Fiesta decepciona. Longe de ser um Ford dos tempos áureos, o acabamento é simples e de aspecto frágil. O desenho até que é agradável, com destaque para as entradas de ar redondas e de acabamento em plástico metalizado. O painel de instrumentos, de tamanho reduzido, não proporciona a melhor visualiação. O que vale a pena mesmo é o espaço interno e os vários porta-trecos espalhados pelo carro.
Outra vantagem do Fiesta Sedan em relação aos concorrentes está no preço. O Fiesta Sedan 1.6 Flex custa a partir de R$ 30 mil, menos que o Siena 1.8 Flex (R$ 34 mil), Clio Sedan 1.6 Hi-Flex (R$ 35 mil), Corsa Sedan 1.8 Flexpower (R$ 32 mil) e Polo Sedan 1.6 (R$ 36 mil).
Além do modelo com motor 1.6 Flex, o Fiesta Sedan também é vendido nas versões movidas somente a gasolina 1.0 Personnalité (66 cv) e 1.0 Supercharger (95 cv). Os preços dois dois modelos começam em R$ 26.990 e R$ 27.990, respectivamente.


