É fato: as ruas infestaram-se de um pequeno carro, de linhas arredondadas e bastante atraentes. Não, não se trata do Fusca! O C3, modelo compacto da francesa Citroen produzido no Rio de Janeiro, conquistou os consumidores não só pela sua beleza mas também pela boa relação custo-benefício.
O C3 1.4 Flex, vendido a partir de R$ 39 mil, traz um pacote atraente de série: vem com ar condicionado, vidros e travas elétricas e a leve direção elétrica (como a hidráulica, porém mais moderna e eficiente). Se comparado com concorrentes como Palio, Fiesta, 206, Corsa, Clio e Fox, o modelo da Citroen ganha disparado. Qualquer um dos rivais do C3, se equipados com os mesmos itens acima, podem custar mais que R$ 40 mil. E alguns ainda apenas oferecem a motorização 1.0 litro enquanto o C3 traz o de 1.4 litro.
Na avaliação feita pela Folha Carro & Cia, o C3 impressionou pela sua agilidade e praticidade. Os 82 cv de potência do motor fornecem respostas rápidas no trânsito urbano e tranquilidade nas estradas. Não oferece o comando duplo do cabeçote e nem as 16 válvulas do motor 1.6, também oferecido em outras versões do C3. Se há perda de potência com isso, há um ganho de economia.
Na cidade, o C3 avaliado fez uma média de 7 km/l com álcool, um bom número para um carro bicombustível. Na estrada, o consumo chegou a 9 km/l, também com álcool. Segundo a Citroen, com álcool o carro acelera de 0 a 100 km/h em 12 segundos e atinge a velocidade máxima de 173 km/h. Na estrada, o que pesa mais são as retomadas de velocidade, um pouco lentas demais.
Visualmente, a não ser pela inscrição ''1.4 Flex'' na traseira, as versões do C3 são iguais. Por dentro também. O visual é moderno, arrojado e de bom gosto. O velocímetro é digital e o contador de rotações é analógico, de ponteiros minúsculos. A decepção fica por conta dos botões para fechar ou abrir os vidros, instaladas no console, em posição ruim e incômoda, como no antigo Clio (a Renault atendeu aos consumidores e mudou a posição das teclas para as portas).
O câmbio tem engates precisos, mas a suspensão um pouco firme tende a dar algum susto em buracos e quebra-molas. As batidas são secas e duras. O porta-malas é um dos maiores do segmento, 305 litros.
O que o C3 1.4 Flex tem de melhor é o conforto na cabine e na dirigibilidade. O carro, adorado pelo público feminino, apresenta posição de dirigir alta, que lembra muito a das minivans. A visibilidade do motorista é boa, mas o vidro curvo da frente distorce a visão ligeiramente. Acostuma-se, mas seria melhor não ter esse inconveniente.
De série, ainda há banco do motorista regulável em altura, travamento automático das portas a 10 km/h, faróis ajustáveis em altura, pneus 185/65 R14 e alerta sonoro de velocidade. Os opcionais: duplo airbag, detector de obstáculo traseiro, CD Player e rodas de alumínio. Equipado com esses últimos itens, o C3 1.4 fica com peço acima dos R$ 45 mil.
Resumindo: o C3 1.4 Flex é uma boa opção para quem procura modernidade, conforto e agilidade no trânsito do dia-a-dia.

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