As grandes empresas fabricantes de autopeças no Brasil já estão inteiramente globalizadas com a conclusão da compra da Cofap pela Magnetti Marelli (Grupo Fiat) e o anúncio da venda da Freios Varga para a inglesa Lucas. Praticamente não há mais companhia de porte, com inserção estratégica no mercado, cujo controle seja majoritariamente nacional, constatam analistas do setor. Umas das poucas exceções é a Arteb, controlada pela família Eberhardt, mas que já inclui em sua estrutura acionária participações da americana Donnaly e da alemã Hela.
Nos últimos meses, os grupos estrangeiros gastaram mais de US$ 400 milhões na compra de posições nas empresas brasileiras de autopeças. Os dois negócios mais ruidosos, envolvendo a aquisição da Cofap pela Magnetti Marelli e da Metal Leve pela Mahle, da Alemanha, ainda podem resultar em novos lances, visando a aumentar sinergia e produtividade. Uma das alternativas em negociação preliminar é a possível aquisição da área de anéis da Cofap pela Metal Leve.
O negócio pode ser facilitado pelo fato de a Mahle, controladora da Metal Leve, deter também 11% das ações da Cofap, onde tem dois nomes - Franz Reimer e França Ribeiro - no Conselho de Administração. As presidências do Conselho e executiva da Cofap são acumuladas por Cledorvino Bellini, do Grupo Fiat.
Na Freios Varga, estão adiantadas as negociações entre a família Varga e a inglesa Lucas, para a venda de 66% do controle da empresa. As negociações devem ser encerradas antes do final do ano. O atual presidente executivo, Miguel Guazelli Araujo, deverá permanecer no cargo.

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