Um dos motivos que levaram o 156 a receber o título de ‘‘Prêmio de Inovação Técnica’’ obtido na Grã-Bretanha é a tecnologia empregada pela Alfa Romeo. O motor 2.0 Twin Spark é o item do carro que mais trouxe inovações.
A adoção de duas velas em cada cilindro melhora sensivelmente a explosão no compartimento, resultando assim numa maior potência. O funcionamento é simples, mas detalhista. Após a entrada da mistura ar/combustível no cilindro, surge a primeira faísca que causa a explosão. Logo em seguida, em uma diferença de milésimos de segundos, a outra vela solta mais uma faísca a qual é responsável pela queima do restante da mistura que pode ter sobrado da primeira explosão. Todo esse sistema é controlado eletronicamente e com muita precisão. A dupla queima aproveita toda a mistura, rendendo maior potência.
Junto com o Twin Spark, a Alfa também desenvolveu os coletores de admissão de geometria variável, que são curtos ou longos conforme a exigência do motor. Feitos em material plástico, os coletores são gerenciados pela central de injeção eletrônica, que ‘‘analisa’’ as condições de funcionamento do motor. De acordo com a necessidade de ar, o coletor fica mais longo em regimes de baixa rotação e vão se encurtando conforme se pede mais potência do motor. Como exemplo, no trânsito urbano onde as rotações são maiores o coletor é curto, e nas estradas o coletor é alongado. Esse sistema otimiza a potência e o torque e reduz o consumo de combustível.
Outro detalhe no motor do 156 são os dois eixos contra-rotantes. Esses eixos reduzem o ruído e as vibrações gerados pelo motor. Outro dispositivo, o ‘‘returnless’’, elimina a tubulação de retorno de gasolina ao tanque. Se o motorista tira o pé do acelerador, o combustível pára na tubulação, em vez de voltar ao tanque pela tubulação de retorno. Por eliminar uma tubulação, o sistema minimiza os riscos de incêndio em caso de colisão, além de reduzir as emissões de evaporação de gasolina.

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