Automóveis lideram intenções de compra
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domingo, 02 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo O Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar-Fia) identificou que, entre oito segmentos de bens duráveis e semi-duráveis pesquisados, três apresentaram maior índice de intenção de compra. Nas intenções de compra para este primeiro trimestre, os automóveis despontam em primeiro lugar, com 17,9% do total. Os dados fazem parte da 14 edição da pesquisa Expectativas de Consumo, realizada a cada trimestre.
De acordo com os coordenadores da pesquisa, esta maior predisposição em comprar veículos se explica pelo fato de que os carros ainda são vistos por significativa parcela da população como uma reserva de capital. ''As incertezas políticas e econômicas fizeram com que as pessoas expressassem maior vontade em comprar carros, que demandam investimento relativamente pequeno e se somam ao patrimônio do consumidor'', disse o coordenador-eral da pesquisa, Claudio Feliseni de Angelo.
O segundo segmento com maior intenção de compra é o de informática, com 11% do total. Em seguida, vem o segmento de eletroeletrônicos, com 8,8%.
Luiz Paulo Lopes Fávero, coordenador da pesquisa, destacou o fato de o segmento de informática ter registrado um recuo na intenção de compra, em relação ao último trimestre do ano passado (14,5% do total). ''Embora tenha caído 24% é preciso destacar que o segmento de informática responde pela segunda maior intenção de compra, atrás apenas dos automóveis'', afirmou.
De acordo com o coordenador, este recuo se explica pelo efeito sazonal comum ao segmento, que costuma registrar altos índices de intenção de compra nos últimos trimestres de cada ano, quando há uma maior disponibilidade de dinheiro por conta do 13.º salário.
Embora cinco dos segmentos tenham apresentado queda nas intenções de consumo, os coordenadores da pesquisa destacaram que, mesmo assim, os consumidores têm se mostrado mais dispostos a comprar do que no mesmo período do ano passado.
''No ano passado, o índice de endividamento era maior em relação ao quarto trimestre de 2001, principalmente pelas taxas de juros'', explicou Fávero. ''Como neste ano as taxas já estavam elevadas, o índice de endividamento ficou menor, o que favoreceu a maior intenção de compra.''
A pesquisa do Provar identificou ainda que os segmentos de automóveis e eletroeletrônicos também devem receber gastos mais altos dos consumidores. Para o de automóveis, por exemplo, a intenção de gasto é de R$ 14,9 mil, valor 4,56% maior do que o aferido no quarto trimestre de 2002. Para os eletroeletrônicos, esta diferença é ainda maior, chegando a 36,57%.


