São Paulo - Os automóveis devem ficar em média 7,8% mais caros neste ano, como reflexo do reajuste dos preços do minério de ferro e do carvão mineral, segundo projeção de Octavio de Barros, diretor de estudos e pesquisas econômicas do Bradesco. Isso porque o encarecimento desses produtos provocará um impacto nos preços do aço, que responde pela maior parte do peso dos veículos. Nas contas do economista, os produtos siderúrgicos devem ficar entre 22% e 25% mais caros.
No início do mês, as mineradoras anunciaram um aumento de até 90% no minério, o que suscitou críticas de diversos setores industriais. Segundo o vice-presidente de negócios da Usiminas, Sérgio de Andrade, também já foi anunciado um aumento nos preços do carvão mineral a partir de julho, o que terá peso adicional nos custos das siderúrgicas.
Ele disse que as negociações da siderúrgica com as montadoras já começaram e devem ser concluídas até o fim do mês. A empresa só se pronunciará sobre o repasse dos custos depois de concluir as negociações com seus clientes. O último reajuste do aço ocorreu em agosto de 2008, em um percentual entre 10% e 12%. Mas em 2009, por conta da crise global, as empresas siderúrgicas começaram a trabalhar com descontos nos preços.
Questionado, o presidente da Anfavea (associação das montadoras), Jackson Schneider, afirmou que o repasse dos custos para o preço final dos veículos depende da estratégia de cada montadora.

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