A aceleração dos negócios de nacionalização e exportação de peças fizeram os organizadores da Automec - feira de autopeças realizada na semana passada em São Paulo - abrir espaço para as montadoras. Nove delas instalaram escritórios exclusivos para contatos com fornecedores. A Fiat chegou ao requinte de expor detalhadamente as partes dos carros que pretende começar a comprar no Brasil. Na própria Automec a Visteon anunciou contrato mundial para fornecimento da bobina de ignição do Palio. Até agora esta peça era comprada da Itália.
A Federal Mogul, um sistemista que está crescendo em todo o mundo, apressou os planos de ampliar as atividades no Brasil depois da desvalorização cambial. Nos próximos meses, vai investir US$ 25 milhões para instalar linhas de produção de pistões, bronzinas e juntas. ‘‘Vamos produzir mais no Brasil para atender as montadoras e exportar’’, afirma o presidente da empresa, Milton Laugenio.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, diz estar seguro de que a importação já começou a diminuir. ‘‘Vamos acelerar também todo o processo dos projetos dos carros que ainda vão ser lançados’’, destaca. O Blue Macaw, nome do projeto do carro compacto que a GM vai produzir no Rio Grande do Sul, deverá chegar ao mercado com conteúdo de peças brasileiras bem acima de 60%, segundo Pinheiro Neto.

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