Quais as consequências da alta do percentual de etanol na gasolina?

Desde a última segunda-feira, nossa gasolina sofreu um aumento no percentual de etanol etílico em sua composição, passando esta de 25% para 27%, mas o que isso impactará diretamente no funcionamento, durabilidade e rendimento dos veículos?
Para conhecermos melhor as consequências dessa alteração, dividiremos os modelos de veículos em três grupos, sendo eles: os veículos carburados movidos a gasolina, os injetados mais antigos, também movidos à gasolina, e os veículos mais novos que usam os dois combustíveis, os flex.
Os veículos carburados sofrerão as maiores consequências com essa alteração, pois os componentes da linha de combustível não apresentam uma proteção adicional para evitar a corrosão (oxidação) provocada pelo etanol, além disso, sua regulagem da mistura de ar e combustível será afetada, ficando a mistura com excesso de ar (mistura pobre), ocasionando perda no rendimento e aumento do consumo de combustível.
Alguns veículos injetados mais antigos também sofrerão com a corrosão dos componentes da linha de combustível, pois no início de sua produção as peças não tinham proteção contra a corrosão do etanol. Quanto ao funcionamento, será praticamente normal, pois o sistema de gerenciamento (a injeção) consegue se adaptar a essa diferença, mas também sofrerão uma leve perda no rendimento e aumento do consumo de combustível.
Já os veículos flex são preparados para a utilização até mesmo do etanol puro. O que muda nestes carros é que a gasolina com mais etanol em sua proporção causará uma leve perda de autonomia.
É importante ressaltar que os desgastes ocorrerão em longo prazo e, como a diminuição da autonomia, serão proporcionais ao aumento do etanol na gasolina.

Fonte: Edison Bonifacio é coordenador do curso Técnico em Manutenção Automotiva do Senai Londrina

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