Carro & Cia Atualizado em 23/08/2014, 23:00
Auto Dicas
O mercado de veículos usados está em alta. Aproveitando o momento, muitos motoristas que estão tentando vender seus veículos, na hora de dar aquela caprichada no visual para deixar o carro mais bonito e limpinho, lavam também o motor.
Mas tal prática não é recomendada pelos especialistas do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi-BR), principalmente se a limpeza for feita com produtos químicos e jatos de água de alta pressão. Isso porque o direcionamento do jato contra o radiador pode provocar a dobra das lâminas, que obstruirão o fluxo de ar, prejudicando o arrefecimento do motor.
Além disso, os veículos de hoje têm inúmeros conectores elétricos de sensores e atuadores do sistema de injeção eletrônica, que podem acumular água e causar um mau contato ou oxidação (ferrugem) do conector. Resultado? Falhas no funcionamento do motor.
Se a lavagem do veículo for feita por terceiros, não permita também que esguichem água nos cabos de vela ou nas bobinas de ignição. Isso pode causar fuga de corrente ao longo do cabo e do conector de vela.
O uso de agentes químicos para limpeza, mais conhecidos como limpa-baú, tampouco é opção. Essas soluções alcalinas podem provocar reações e ressecamento em retentores do motor, mangueiras, correias e borrachas, além de oxidarem metais e conectores.
A maneira ideal para limpar o motor é muito mais simples do que parece: usar um pano úmido e, em seguida, um pano seco para remover as sujeiras. Dá mais trabalho, mas é mais econômico, seguro e o meio ambiente agradece.
Fonte: Cesvi





