Polimento

No dia a dia, é comum ouvirmos algumas pessoas falando que precisam fazer um polimento em seu carro. Isto é bom, pois dá uma vida nova à pintura! Mas até que ponto?
Nas pinturas originais da grande maioria dos carros que circulam hoje temos a seguinte estrutura: chapa metálica (carroceria), tratamento antioxidante (duas camadas), camada intermediária (primer, aquela que parece uma tinta sem brilho), base metálica (tinta) e verniz. Quando se faz o polimento, retira-se uma camada muito fina da última camada, ou seja, do verniz, fazendo com que os pequenos arranhões e pequenas imperfeições, que não ultrapassaram sua espessura, sejam retirados e deem uma nova vida à pintura, realçando sua beleza.
Toda montadora tem um controle da espessura de cada camada e toda vez que o veículo é polido, a camada de verniz reduz, justamente porque é a última.
Porém, se o indivíduo tem o hábito de polir o seu veículo constantemente, com o tempo a camada de verniz se deteriora em alguns pontos, chegando até a tinta, o que faz com que nestes pontos não haja mais brilho, e em alguns casos, chegue até a camada intermediária, principalmente nas quinas da carroceria.
Portanto, antes de criar o hábito de polir o seu veículo, é importante conversar com um profissional da área, para que ele avalie a possibilidade de fazê-lo ou não e lhe instrua em que ocasiões poderá realizar, sem que você tenha a triste surpresa de encontrar aquelas marcas brancas nas quinas da carroceria de seu veículo.

Claudemir Fernandes Farias é professor do curso técnico em Manutenção Automotiva do Senai

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