Auto Dicas
Os automóveis são desenvolvidos com grande robustez para suportar diversas condições de condução, porém, a durabilidade deles depende diretamente do modo de conduzi-los.
O que estará em pauta neste artigo será as arrancadas bruscas, aquelas decorrentes da pressa, do medo, do perfil do motorista, entre outros motivos.
Esta forma de sair com o veículo, em que o condutor acelera e solta a embreagem rápido demais, ou seja, pisa de uma vez no acelerador e solta a embreagem, traz uma grande desvantagem para a durabilidade do veículo, pois há desgaste prematuro de praticamente todas as peças que fazem parte do chassi ou trem de força (conjunto de motor e transmissão) e, em alguns casos extremos, pode até provocar a quebra instantânea das mesmas.
Em uma arrancada é exigido uma força elevada do motor para colocar o veículo em movimento e isso reflete em tudo que dá suporte para transmiti-la até as rodas.
A lista de peças que sofrem desgaste prematuro pode ser extensa quando se abusa de arrancadas bruscas. As mais comuns são os coxins (peças que sustentam o trem de força), a embreagem, as juntas homocinéticas (peças que transmitem a rotação para as rodas), os pneus, as buchas da suspensão (peças de borracha), os terminais de direção (peças de ligação da direção), os pivôs da suspensão (peças de ligação da suspensão), entre outras peças que possam vir a fazer as ligações do trem de força com o chassi.
Isso tudo que está sendo mencionado aqui ocorre em médio prazo. O que se deve levar em consideração é que o carro não é frágil, mas deve-se evitar ao máximo uma arrancada brusca, pois é um dos fatores determinantes para uma vida mais longa das peças de um automóvel e consequentemente maior economia com a manutenção.
Fernando S. Medeiros é professor do Curso Técnico em Manutenção Automotiva do Senai Londrina





