Aumento na frota, mas não de segurados
O aumento da venda de automóveis nos primeiros meses deste ano não reflete necessariamente em adesão ao seguro. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) de janeiro a abril, as vendas somaram 1.066 milhão de unidades, resultado 18% superior ao registrado no mesmo período de 2009. No entanto, segundo o corretor João Pedro Gléria, menos de 20% da frota nacional é segurada.
''Isso resultaria em uma queda no valor do serviço. Um exemplo é que muitas pessoas contratam a cobertura de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF) o chamado seguro para terceiros'', diz Gléria. Ele explica que carros mais velhos apresentam custo maior porque as peças para reposição são mais caras e mais difíceis de encontrar.
O corretor acrescenta que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados trouxe benefícios apenas para o carro novo e não para as peças, que também influem na definição do preço de um seguro. ''As empresas se tornam mais restritivas porque nesses casos, ao invés de vender solução, estão comprando problemas'', considera. (B.M.)





