Aumento do álcool na gasolina pode trazer problemas
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de dezembro de 2001
Da Redação 
O alerta é da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), que critica o aumento na porcentagem de álcool anidro adicionado na gasolina. Recentemente, o governo brasileiro anunciou o aumento de 22% para 24% e estuda a possibilidade de aumentar ainda mais, para 26% a adição de álcool na gasolina.
''O percentual de 26% afetaria o desempenho, as emissões e até a durabilidade dos veículos que rodam no país'', explica José Edison Parro, presidente da AEA.
Segundo Parro, o sistema de injeção eletrônica de combustível, utilizado atualmente, possui módulos e sensores de oxigênio, que têm como função informar a central que gerencia o motor a quantidade de oxigênio que a mistura está consumindo durante a queima de combustível. Como os motores são calibrados de fábrica e o combustível padrão para esta calibração é uma mistura de 22%, teores maiores de álcool anidro poderiam afetar o funcionamento do motor.
A AEA alerta que mesmo com a tolerância que o sensor de oxigênio trabalha, as alterações poderão ocorrer em maior ou menor grau, de acordo com a marca, modelo, ano de fabricação, estado de conservação e manutenção do veículo. Ainda de acordo com os engenheiros da AEA, o desempenho seria afetado, pois haveria uma perda de potência e também um aumento de 2% no consumo de combustível.
Outro prejuízo seria diante da durabilidade do veículo. ''Como o álcool é mais corrosivo que a gasolina, poderá ocorrer um desgaste acentuado de componentes do sistema de alimentação, como mangueiras, dutos, filtros, válvulas e até o tanque de combustível, diminuindo a durabilidade dos automóveis'', completa Parro.


