O 25º Salão Internacional do Automóvel exibiu os modelos mais modernos e inusitados de carros e confirma uma tendência: o aumento dos vidros nos automóveis. Segundo levantamento realizado pelo Instituto Autoglass Socioambiental de Educação (Iase), essa ampliação das peças já vem ocorrendo há algum tempo, sobretudo, dos vidros laterais e dos pára-brisas.
  Conforme mostra o levantamento do Iase, feito junto às principais marcas do mercado – entre elas, Volkswagen, General Motors, Fiat, Citroen, Ford, Toyota, Honda –, de 1970 até os dias de hoje, houve um crescimento de 14% da área total envidraçada e de 49% da área dos pára-brisas. Se comparado ao Fusca nos anos 60, o aumento é ainda mais expressivo, chegando a 100% de ampliação da área total e 195% da área dos pára-brisas. ‘‘Os vidros têm aumentado de tamanho para trazer benefícios ao motorista, como deixar o carro mais leve, intensificando sua potência, proporcionar mais visibilidade, promovendo mais segurança, e propiciar uma agradável sensação climática dentro do veículo’’, revela Fernando Carreira, diretor do Iase.
  No entanto, essas vantagens ao motorista podem se revelar prejuízos sérios ao meio-ambiente. De acordo com Carreira, o aumento no tamanho das peças pode acentuar os problemas ambientais. ‘‘Hoje, de 1,5 milhão de pára-brisas quebrados no Brasil anualmente, apenas 5% são destinados à reciclagem. Se antes somavam-se 60 toneladas de vidros depositados no meio ambiente, com o aumento da peça esse número, praticamente, dobra’’, alerta o diretor do Iase.

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