Agência Estado
Os carros importados de países que não fazem parte do Mercosul sofreram um aumento de alíquota na última segunda-feira. A Tarifa Externa Comum (TEC) passou de 25%, em média, para 35% no Brasil e de 17,5% também para 35% na Argentina.
A medida faz parte do acordo entre os governos brasileiro e argentino para o regime transitório automotivo que vai regir até o dia 28 de fevereiro de 2000.
A importação de autopeças nos dois países também vai sofrer modificações. As montadoras brasileiras estão pagando, em média, uma alíquota de 10%. Já as montadoras instaladas na Argentina pagarão 8,5%, bem acima dos atuais 2%.
Até o dia 28 de fevereiro foi acertado ainda um equilíbrio entre as importações e exportações de carros fabricados nos dois países. Se houver algum desequilíbrio, será cobrado uma TEC de 35% para carros, 31% para caminhões e 8,5%, em média, para autopeças, segundo o acordo transitório.
Até agora, no entanto, não houve acordo sobre o índice de componentes nacionais para os veículos produzidos na região. Há um acordo de 60% de componentes regionais, mas os argentinos querem que, desses 60%, metade seja fabricado no país de origem. O Brasil aumentou a sua proposta de 23% para 25%, mas não houve acordo.
O governo brasileiro teme uma forte migração de fabricantes de autopeças para a Argentina, caso o índice nacional fique na metade do regional. Os técnicos brasileiros que negociam o futuro regime automotivo para o Mercosul argumentam que, hoje, a Argentina não tem capacidade suficiente para suprir as montadoras argentinas com esse volume de autopeças. Dessa forma, a Argentina atrairia fabricantes brasileiros para o país vizinho.