Aumenta procura por veículos blindados
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sábado, 04 de novembro de 2006
Da Redação 
No primeiro semestre de 2006, segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a procura por veículos blindados, de uso particular, cresceu 7% em relação ao primeiro semestre de 2005, por conta dos frequentes ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), momentaneamente interrompidos devido às ações dos governos federal e estadual.
No segundo semestre, mais próximo ao final do ano, outro fenômeno mercadológico acontece geralmente. A tendência é que os proprietários troquem seus veículos atuais por modelos mais novos. ''Então, pelo menos no setor de blindagem automotiva, quem planeja proteger seu veículo novo, ou trocar seu modelo atual blindado, deve prestar muita atenção na qualidade do produto. Existem algumas maneiras de evitar problemas futuros'', explica o engenheiro Vitor Salomão, diretor da Tecpro Blindagem de Veículos, de Barueri (SP).
Segundo Salomão, o primeiro aspecto a considerar antes da aquisição da blindagem é não comprar apenas considerando o preço ou a emergência do momento, pois as matérias-primas da blindagem - aço e aramida - possuem preços estáveis para todo o mercado; ou seja, se o preço de um produto estiver muito abaixo da média pesquisada, o possível comprador deve desconfiar.
''Seria de grande valia o consumidor visitar a linha de montagem da empresa e ver onde a blindagem é produzida. Desde 2000, quando a compra da blindagem de automóveis teve um rápido crescimento, o mercado assistiu a um significativo aumento no número de empresas blindadoras e, infelizmente, algumas eram ou são empresas não regularizadas no Ministério da Defesa - Exército Brasileiro e a Secretaria de Segurança Pública - e Polícia Civil, com produtos de baixa qualidade e fabricação deficiente: geralmente seguem um critério duvidoso de instalação da proteção'', explica.
Após a blindagem do automóvel o cliente praticamente não tem meios de conferir o trabalho sem desmontar partes do carro, o que dificulta qualquer tipo de averiguação. No caso de veículos hatch e SUV's (Sport Utility Vehicle) é possível o consumidor avaliar o produto acabado por amostragem, pois a blindagem das lanternas traseiras, de fácil constatação, pode indicar a qualidade do critério de instalação.
''Ao retirar a tampa protetora da lanterna traseira, o cliente pode conferir se a blindadora realmente protegeu aquela região. O fundo da lanterna deve ser protegido por uma cobertura de aço fixada firmemente por parafusos - por causa da necessidade de troca da lâmpada. É fundamental evitar instalações que exijam dobrar a peça de aço para trocar a lâmpada, pois esse tipo de ação provoca fadiga no material que eventualmente pode ceder quando solicitado. E, certamente, esta área dobrável não impedirá o percurso de um projétil, o que comprometerá a proteção do veículo'', comenta Salomão.
Outra dica é questionar o número de sobreposições em determinadas áreas do veículo. Na blindagem, o mais seguro é reduzir a quantidade de sobreposições, ou seja, o objetivo é blindar o máximo de uma área com a menor quantidade de placas possível - válidas para as partes blindadas com aço ou aramida. ''A sobreposição é muito importante na blindagem, pois se apenas juntássemos uma placa (aço ou aramida) à outra, em topo, e o local fosse alvejado por um tiro, a bala passaria pela junção. Dependendo das dimensões da sobreposição ela pode ser mais vulnerável que uma placa inteiriça e por isso devemos evitá-las. A sobreposição tem influência direta no custo: uma blindagem produzida, sem a preocupação de reduzi-las, é mais barata por causa do aproveitamento de material. O consumidor deve estar atento'', alerta Salomão.


