Realizar a compra de um carro, para muitos brasileiros significa a concretização de um sonho. Imagine então conciliar a aquisição com a economia que ela pode gerar. A versão Flex, lançada no mercado em 2003, tem apresentando nos últimos meses um crescimento expressivo no cenário automobilístico. Os bicombustíveis tem sido um dos fatores decisivos no momento da compra do carro.
Segundo o diretor de Serviços da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar), Gilberto Deggerone a busca por carros Flex atrai a cada dia mais consumidores. Segundo ele, há cada dez clientes, sete procuram pelos automóveis bicombustíveis.
Para o proprietário de uma revendedora de veículos de Curitiba, Joelson Prescendo, as vendas de carros Flex representam uma estimativa de 70% dos veículos vendidos na revenda. De acordo com o proprietário este número deve apresentar um aumento em pouco tempo, pois está é uma nova tendência de mercado.
A opção de unir os dois componentes ou usar somente a gasolina ou apenas o álcool faz com que o consumidor possa reduzir as despesas do seu orçamento mensal, mas para isso é necessário que ele saiba analisar a questão de quando optar por um ou pelo outro.
O economista e membro do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR) Carlos Magno Andrioli Bittencourt explica sobre este fator. ''Para o consumidor obter mais vantagens com o Flex, é necessário que ele analise o preço do álcool, que não pode custar mais de 70% do preço da gasolina para ser compensatório. Pois o rendimento do carro com a gasolina é melhor. Um exemplo, o preço do álcool custa R$ 1,75 e a gasolina R$ 2,50, nesta questão vale a pena abastecer com o álcool, pois o consumidor terá uma economia maior''.

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