A violência e o medo estão fazendo a população procurar por mais segurança. Prova disso é o aumento no número de veículos pequenos (Ka, Corsa, Gol) e médios (Astra, Golf) que estão sendo blindados. Nos primeiros dois meses de 2002, os carros de pequeno e médio portes passaram a representar 60% dos veículos blindados no país. Em 99, este número significava pouco mais de 20% e, em 2000, subiu para 40%. Nos últimos cinco anos, o mercado de blindagem cresceu em média 30% ao ano.
Até pouco tempo atrás, blindar um carro era uma exclusividade da classe mais privilegiada da população, com seus veículos importados ou altamente sofisticados. Entretanto, esta forma de proteção já está sendo adquirida pela classe média em carros mais baratos. As facilidades econômicas em se blindar um veículo de porte menor é uma das explicações para o crescimento.
Para blindar um automóvel, os brasileiros gastam entre R$ 40 mil e R$ 90 mil - os preços variam de acordo com o material usado. Para o mesmo serviço, os europeus pagam entre R$ 70 mil e R$ 150 mil. Um Gol 1.0 turbo 16 válvulas blindado custa cerca de R$ 70 mil - R$ 30 mil pelo carro e R$ 40 mil pela blindagem. O maior inconveniente na blindagem de carros médios e pequenos é a perda da potência, já que o carro fica mais pesado. O veículo sai da loja, em média, com 140 quilos a mais.
O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking da produção destes veículos em todo o mundo (está atrás dos Estados Unidos e da Colômbia). São blindados por ano no país cerca de 4,5 mil carros e a frota total destes veículos é de aproximadamente 12 mil. Para atender à demanda crescente, as fabricantes do setor estão desenvolvendo produtos com tecnologias cada vez mais avançadas, feitos com materiais mais leves e de grande poder de retenção balística.

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