O sucesso das linhas audaciosas do TT, na época de seu lançamento mundial, em setembro de 1998, provocou grandes e favoráveis elogios à Audi. Um ano depois, após conquistar o público e aumentar o caixa da montadora alemã, um fatal imprevisto arranhou a imagem e, consequentemente, as vendas do modelo.
A notícia de que alguns proprietários de TT na Europa – onde não há limite de velocidade em certas autoestradas – se acidentaram a velocidades acima de 220 km/h, levou a imprensa a acusar o automóvel de inseguro. A imagem negativa logo se espalhou pelo mundo, causando um enorme transtorno para a montadora e uma dúvida nos compradores do TT.
Como resultado, a Audi suspendeu imediatamente a produção do veículo e o colocou diante de inúmeros e incessantes testes. Até o TÜV, um dos órgãos mais conceituados de comprovação técnica da Alemanha, participou das avaliações do TT. Após realizar 70 configurações de testes e medidas, num total de mais de 1.100 avaliações, o TÜV concluiu que ‘‘não há nenhum erro de projeto, nenhuma falha de material, nenhuma quebra de peça e nenhuma falha de montagem no Audi TT’’.
Mesmo com o resultado positivo apresentado nos testes, a Audi decidiu precaver-se e realizou mudanças na suspensão dianteira, na aerodinâmica – acrescentando um pequeno aerofólio à tampa do porta-malas (para melhorar a aderência ao solo) e na estabilidade, com a inclusão dos sistemas EDS (controle eletrônico de estabilidade) e EBD (controle de distribuição de pressão dos freios) do TT.
O novo TT que chega ao Brasil este mês, traz todas essas alterações, marcando assim o recomeço de sua presença no mercado. Desde a sua chegada ao País, em março de 1999, foram comercializadas 70 unidades do TT no Brasil. Para alavancar as vendas este ano, a Audi decidiu trazer também, junto com a versão cupê (de capota rígida), a versão conversível do modelo, conhecida como ‘‘roadster’’.
Enquanto a versão cupê transporta até quatro passageiros, o TT Roadster foi feito para levar apenas o motorista e mais um passageiro. Equipado com motor 1.8 Turbo de 20 válvulas, de duplo intercooler, 225 cv, tração Quattro (integral nas quatro rodas), air bags frontais e laterais, freios ABS, acabamento em couro, piloto automático, ar-condicionado, e CD Changer, o TT Roadster será vendido ao preço de R$ 155 mil.
O TT Roadster acelera de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos contra os 6,4 segundos do modelo com capota e chega à velocidade máxima de 237 km/h ante os 243 km/h da opção com capota rígida.
Em relação ao cupê, o TT Roadster recebeu reforços estruturais, na parte inferior da carroceria e no quadro do pára-brisas. Dois santantônios tubulares, instalados individualmente para cada ocupante, fornece segurança em caso de capotamento. O Roadster é 80 quilos mais pesado que o cupê (pesa 1.475 kg contra 1.395 kg).
A capota conta com acionamento elétrico e pode ser em duas cores: azul ou preto. Para acabar com o redemoinho que se forma atrás do pára-brisa, jogando para a frente o cabelo dos ocupantes, a Audi desenvolveu um interessante vidro traseiro, acionado eletricamente, atrás dos santantônios.
A versão é R$ 10 mil mais cara que o modelo cupê, com tração Quattro e motor de 225 cv (R$ 145 mil). O TT mais barato, com motor 1.8 Turbo de 180 cv, sem a tração nas quatro rodas, custa R$ 122 mil.

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