Curitiba - Com uma linha de produtos bastante renovada, a Audi volta a investir fortemente no mercado brasileiro, visando ampliar sua participação e se aproximar do patamar de vendas das concorrentes BMW e Mercedes-Benz. A FOLHA teve a oportunidade de testar dois dos produtos escolhidos para esta retomada, o sedã A6 e o utilitário-esportivo Q5, em um percurso rodoviário próximo à capital paranaense. Ambos modelos comprovaram que têm qualidades suficientes para conquistar um maior número de clientes.
Depois da chegada das novas versões do esportivo TT (cupê e conversível), do sedã médio A4 e de sua versão cupê A5, o inédito Q5 e o revisto A6 praticamente complementam a renovação da linha da fábrica alemã, que com isto tenta reconquistar fatias do mercado perdidas principalmente após a desativação de linha de produção do hatch A3, na unidade de São José dos Pinhais.
O A6 é uma das principais apostas da Audi, que espera, em um ano, aumentar para um quinto do segmento - dos médios de luxo - sua participação nas vendas, que hoje não passa dos 8%. Para isso destaca o comportamento e o visual mais esportivo que o dos concorrentes diretos BMW Série 5 e Mercedes-Benz Classe E. O carro-chefe do renovado modelo é o motor V6 de três litros, sobrealimentado por um compressor mecânico, gerando 290 cv de potência. Consumindo 10% a menos que o propulsor de 3,2 litros e 255 cavalos da geração anterior, garante aceleração de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e velocidade máxima (limitada eletronicamente) de 250 km/h.
Um dos itens de conforto e segurança de maior destaque no A6 é o controle de velocidade adaptativo, que, além de manter a velocidade de cruzeiro selecionada pelo motorista, controla também a distância para os demais veículos. Testado pela FOLHA no movimentado contorno rodoviário de Curitiba, o sistema funcionou perfeitamente, compensando eventuais aclives e declives com variação na rotação ou mesmo troca de marchas e freando automaticamente ao se aproximar de outros veículos - neste caso, retomando a velocidade programada assim que a pista à frente era liberada.
De fácil controle e programação - permite que se mude a velocidade inicial determinada e a distância mínima a ser respeitada para o veículo da frente -, o controle adaptativo é um dos opcionais mais caros da linha - custa pouco mais de R$ 10 mil -, mas justifica o investimento.
Se o sedã, apesar da vocação esportiva, é ideal para viagens tranquilas e confortáveis, o Q5 destaca-se pela grande versatilidade de utilização. Com estabilidade bastante satisfatória para um veículo de suspensão elevada própria para percursos fora-de-estrada, o ''jipinho'' mostrou bastante desenvoltura na sinuosa estrada que liga a cidade de Morretes à BR-277 e bastante fôlego na subida da Serra do Mar, graças ao câmbio automático de respostas rápidas e agradáveis. Compacto, o utilitário tem espaço interno adequado à uma família tradicional (um casal e dois filhos) em férias, sem perder a praticidade do uso cotidiano na cidade, onde comporta-se como um carro comum.

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