Audi monta laboratório para fazer teste eletromagnético DivulgaçãoUm modelo A2 – apresentado em Frankfurt no ano passado – passa por avaliação no Centro para Compatibilidade Eletromagnética da Audi Depois do túnel de vento, os carros do futuro agora começam a passar por um novo laboratório de testes: o de eletromagnetismo. A nova invenção vem da Audi, que equipou a sua fábrica em Ingolstadt, na Alemanha, com um Centro para Compatibilidade Eletromagnética (EMC). A nova exigência tecnológica surge por causa do aumento da interferência de campos magnéticos nos inúmeros sistemas dos automóveis que rodam atualmente pelo mundo. Vários motoristas relataram ‘‘panes’’, como luzes se acendendo no painel sem motivos aparentes, ao passar por um potente transmissor de rádio de ondas curtas instalado perto de uma rodovia. Para evitar que estes campos eletromagnéticos continuem interferindo nos automóveis, a Audi utiliza o EMC, na fase de desenvolvimento de novos componentes e veículos. O processo, aparentemente simples, é trabalhoso. Todo componente eletrônico é testado individualmente e em conjunto com as outras partes eletrônicas do carro. Os testes são realizados num imenso salão que lembra os cenários de filmes de ficção científica. Para evitar ecos, os locais dos testes são cercados de cones de absorção, e as paredes têm cobertura de espuma de poliuretano. Ao mesmo tempo, gigantescas antenas, colocadas no teto por um guindaste, são direcionadas às peças para testar sua imunidade. O sistema de testes do EMC permite, além disso, simulação de velocidades de até 250 km/h. Dessa forma é possível examinar a influência da radiação em alta velocidade e com o motor em plena potência. Aceleração e frenagens repentinas também podem ser simuladas, o que é vital para testar a imunidade de dispositivos de segurança, como ABS e air bags.