São Paulo - Na última semana, a Audi finalmente apresentou o A7 Sportback à imprensa especializada em automóveis. Em um trajeto pelas rodovias paulistas, partindo da sede da empresa na capital, passando por Atibaia e chegando a Mairiporã, a FOLHA testou o cupê que supre a lacuna que havia entre o A6 e o completíssimo A8. Está ansioso para saber a impressão que tivemos? Trata-se de um ''carrão'' para quem gosta de potência sem perder o requinte da categoria premium.
O A7 tem quatro portas e leva com conforto duas pessoas no banco de trás. Além disso, tem um porta-malas razoável, com 535 litros (embora baixo, não permitindo cargas altas). Mas o lado família para por aí. O visual, com teto baixo, é esportivo. As rodas são de 19 polegadas. A mais de 130 km/h um aerofólio retrátil sobe, reforçando o estilo ''carro de pista''. As portas são de alumínio para contribuir no desempenho. A suspensão usa o mesmo material.
Por dentro, tudo muito parecido com o interior do A8: detalhes em madeira e camurça. A tela retrátil, de oito polegadas, no painel é um dos destaques, ao lado do ''head up display'', que reproduz no para-brisa, projetado a dois metros da linha de visão para evitar que os olhos desfoquem a imagem da pista, um velocímetro digital e dados do GPS.
Porém, é debaixo do capô que está o astro maior do A7, ou ''uma das principais maravilhas produzidas pela Audi'', nas entusiasmadas palavras do presidente da marca no Brasil, Paulo Kakinoff. Estamos falando de um motor 3.0l V6 TSFI, com compressor mecânico, capaz de render 300 cavalos e gerar torque de 44,9 kgfm a 2.900 rpm. É o mesmo que equipa outros carros da marca, como o Q6 e o Q7. Essa força toda é transferida para as rodas por uma transmissão de sete marchas, dupla embreagem, S tronic. Foi difícil, muito, para este repórter se manter dentro do limite de 110 km/h exigido nas estradas de São Paulo.
Já nas ruas da cidade, a potência foi muito útil diante do trânsito agitado da maior cidade do País, permitindo a um motorista não muito habituado a essa situação mudar rapidamente de faixa quando necessário. É só apertar um pouquinho o pé direito.
O A7 Sportback já pode ser adquirido a partir deste mês por R$ 323.900. Quem quiser um som opcional com 15 alto-falantes e 1.300 Watts tem que desembolsar mais R$ 36.600. Na avaliação da FOLHA, o som Bose oferecido de série é bem satisfatório. Um outro pacote com sensor night vision e radar traseiro e dianteiro custa R$ 20 mil.
Para quem gosta de comparar, o Porsche Panamera com motor V6 que gera 400 cavalos sai por R$ 389.000. A Audi espera vender 150 unidades por ano do A7.

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