A campanha implantada pelo psicólogo Luís Miura em Brasília (DF) e em Maringá (Região Noroeste) atingiu três pontos básicos do trânsito: o uso do cinto de segurança, o respeito ao pedestre na faixa de segurança e a sinalização. ''O respeito ao pedestre na faixa alicia efeitos colaterais porque o motorista precisa reduzir a velocidade e passa a prestar mais atenção na calçada'', acrescenta.
Ele conta que quando assumiu a direção do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), a velocidade média dos carros na capital era de 85 km/h em vias de velocidade máxima de 60 km/h. ''A alta velocidade está diretamente ligada à gravidade dos acidentes.'' Para Miura, se as cidades brasileiras reduzissem a velocidade máxima de vias de 60 km/h para 50 km/h, a gravidade dos acidentes diminuiriam proporcionalmente. ''Cada quilômetro reduzido é um grau de gravidade a menos nos acidentes.''
Por parte do condutor, ele acredita que a atenção no trânsito é o fator primordial para se evitar acidentes de trânsito. ''O motorista é como um cirurgião. A menor falha pode levar um paciente à morte. O ato de dirigir não é muito diferente'', compara. Segundo o psicólogo, falar ao celular, ligar o rádio, cuidar da criança são situações simples, mas que podem acarretar em um acidente.
O diretor de Negócios Internacionais da Perkons, José Mário da Andrade, ressalta que o motorista brasileiro precisa entender que seguir a fiscalização é uma medida de segurança para todos os motoristas. Ele mostra como exemplo as indicações de velocidade máxima nas vias. ''Essa velocidade é determinada pelas condições da rua, pelo número de travessias, pelo número de pedestres e se ali há escola ou supermercado por perto. A velocidade indicada possibilita parar o carro sem causar a morte. Se o motorista segue a regra, estará fazendo um bem enorme.'' (M.F.C.)

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