Astra: motor 2.0 e muita potência
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sábado, 25 de setembro de 2010
Fernanda Mazzini<BR> Reportagem Local 
Se em time que está ganhando não se mexe, a Chevrolet acertou em cheio com o Astra. O modelo lançado em 1998 ainda é praticamente o mesmo do seu lançamento, salvo alguns retoques no visual e ''perfumarias'' no interior. No entanto, o veículo é líder de vendas em seu segmento, o dos hatches médios. De janeiro a setembro deste ano, foram comercializados 19.892 unidades do Astra, contra 15.654 do segundo colocado, o Ford Focus, aponta levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.
''O Astra é um ícone da GM, onde temos a maior porcentagem de consumidores satisfeitos'', salienta Osni Moreira, diretor comercial da Metronorte, concessionária Chevrolet em Londrina. A FOLHA testou o Astra hatch, cedido pela revenda. A estratégia da montadora para manter o público fidelizado foi melhorar o desempenho do motor e a relação custo-benefício do carro (um dos mais baratos entre a concorrência). O motor 2.0 Flexpower de 140 cv garante bom desempenho.
Também chamam atenção os itens de série como ar-condicionado digital, air bag duplo, rodas de liga leve de 16 polegadas, direção hidráulica, regulagem elétrica de altura dos faróis halógenos e com desligamento automático temporizado - após o seu acionamento com o veículo desligado, os faróis permanecem acesos por 15 segundos, entre outros. O seu preço começa em R$ 45.990. No entanto, o destaque fica mesmo para a dirigibilidade.
O motor é potente, inclusive em subidas, o que torna o carro bem arisco. A carroceria também oferece boa estabilidade, sem perder o ''rodar macio'', característico dos carros GM. No entanto, o câmbio manual tem ''marchas mais longas''. De acordo com a montadora, O propulsor do modelo tem elevado torque a partir de baixas rotações: 19,7 kgfm a 2.600 rpm (álcool) e 18,9 kgfm a 2.600 (gasolina). Essa característica garante retomadas de velocidade e também no trânsito urbano.
O modelo com câmbio manual atinge a velocidade máxima de 200 km/h, quando abastecido com álcool, e 195 km/h, com gasolina. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos, com álcool, e 10,3 segundos, com gasolina. Já o veículo equipado com transmissão automática chega a velocidade máxima de 198 km/h, com álcool e 190 km/h, com gasolina. Acelera de 0 a 100 km/h em 11s2 s (álcool) e 12s (gasolina). Talvez o único pecado seja o consumo de combustível.
Segundo a montadora, o modelo testado, com câmbio manual, e abastecido com álcool faz 7,5 km/litro na cidade e 11 km/l na estrada. Com gasolina, o hatch manual faz 16,4 km/l na estrada e 11,1 km/l na cidade (média combinada de 13,0 km/litro). Já o modelo automático, abastecido com gasolina, faz 15,0 km/l (estrada), 10,5 km/l (cidade), o que dá uma média combinada de 12,1 km/litro. Quando movido a álcool, o modelo automático faz 10,3 km/litro na estrada e 7,5 km/litro na cidade (média de 8,6 km/litro).


